
O senador e candidato a presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) rebateu, nessa quinta-feira (8), declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre possíveis cortes no Bolsa Família. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o candidato afirmou que pretende manter o benefício e apresentou propostas para aposentadorias, saúde pública e desenvolvimento do Nordeste.
Ao iniciar a transmissão, Flávio Bolsonaro negou que pretenda acabar com o programa de transferência de renda e atribuiu ao governo de Jair Bolsonaro a ampliação do valor mínimo pago às famílias.
“É mentira que eu acabaria com o Bolsa Família”, declarou.
O senador afirmou que o benefício foi elevado para, no mínimo, R$ 600 durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a manutenção do programa está garantida.
“É sagrado, ninguém toca, ninguém vai tirar o Bolsa Família de você”, disse Flávio durante a transmissão.
Ele também afirmou que o programa não deve ser a única ação do governo voltada à população de baixa renda.
Na sequência, Flávio Bolsonaro falou sobre aposentados e criticou a gestão federal.
Ele afirmou que trabalhadores que contribuíram durante toda a vida para garantir a aposentadoria foram prejudicados. Também fez acusações sobre possíveis desvios de recursos e citou Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, sem apresentar provas no trecho fornecido.
As declarações foram feitas durante a transmissão e devem ser tratadas como acusações atribuídas ao senador, não como fatos comprovados.
Flávio também apresentou uma proposta de integração dos sistemas de informação de saúde dos municípios, estados, governo federal e rede privada.
A ideia, segundo ele, é criar um sistema unificado de prontuários eletrônicos para facilitar o acompanhamento dos pacientes e identificar vagas para consultas, exames e cirurgias.
O senador citou como exemplo uma cirurgia de catarata. Segundo a proposta apresentada, o paciente poderia localizar uma unidade hospitalar próxima com disponibilidade para realizar o procedimento, reduzindo o tempo de espera.
Flávio afirmou que a iniciativa daria continuidade a uma proposta iniciada com o Conecte SUS, que, segundo ele, não foi concluída pelo atual governo.
Durante a transmissão, o candidato agradeceu aos eleitores nordestinos e disse que pretende estimular o desenvolvimento econômico da região.
Flávio destacou o potencial de geração de energia solar e eólica do Nordeste. Segundo ele, a região poderia ampliar a produção de energia para abastecer o país, apoiar o agronegócio e contribuir para reduzir a conta de luz.
O senador também mencionou a realização de leilões de baterias para armazenar energia por mais tempo. Na avaliação dele, a medida contribuiria para a segurança energética.
Em suas declarações, Flávio criticou o PT e o governo Lula, afirmando que a região não transforma plenamente suas potencialidades em riqueza para a população.
Na parte final da transmissão, Flávio Bolsonaro destacou o apoio recebido de outros políticos que disputaram o primeiro turno.
Ele citou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o escritor Augusto Cury (Avante).
Flávio afirmou que Zema foi o primeiro a declarar apoio público e mencionou um evento realizado em Goiânia com a participação de Caiado.
O senador também fez uma provocação a Lula ao dizer que, em algum momento, o presidente poderia acabar fazendo campanha para ele.
Ao encerrar a transmissão, Flávio voltou a defender uma mudança de governo e criticou a atual administração federal.