sexta-feira, 2 de outubro de 2026
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Eleições 2026: A reação dos candidatos ao cancelamento do debate na Globo
Emissora cancelou confronto entre presidenciáveis nesta quinta-feira (1º) e alegou 'interferência jurídica'.
2 de outubro de 2026 06:23
Band.com.br Reprodução
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Em comunicado, a TV Globo afirmou que as sucessivas decisões judiciais causam insegurança jurídica . Foto: Reprodução

A TV Globo decidiu cancelar o debate entre os candidatos à Presidência da República previsto para ser transmitido na noite desta quinta-feira (1º). A emissora tomou a decisão após ser intimada de duas decisões judiciais proferidas por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) a poucas horas do início do confronto.

Entre as decisões, a ministra Estela Aranha, do TSE, determinou que a emissora não mostrasse o púlpito vazio de Lula, alegando potencial desequilíbrio entre os participantes e falta de resposta simultânea. Minutos depois, Flávio Bolsonaro desistiu do debate apontando censura do TSE, enquanto o ministro Gilmar Mendes determinou que a emissora deveria incluir Renan Santos entre os convidados. Horas antes, Cármen Lúcia e Nunes Marques já haviam negado outros pedidos.

Em comunicado, a TV Globo afirmou que as sucessivas decisões judiciais causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade de imprensa, ressaltando que os veículos têm o direito de organizar debates.

Augusto Cury critica o cancelamento

Após o cancelamento, os candidatos que já estavam presentes na emissora realizaram uma entrevista coletiva e lamentaram o ocorrido.

Para o candidato do Avante, Augusto Cury, não é possível conhecer ideias sem a realização de debates. Ele classificou o episódio como um atentado à democracia e apontou que apenas 40% da população sabe que ele é candidato, enquanto 60% não sabem, segundo o Instituto Eurásia.

Zema acusa judiciário de fazer política

O candidato do Novo, Romeu Zema, criticou fortemente as medidas adotadas no período eleitoral.

Segundo Zema, o país assiste mais uma vez ao judiciário fazer política. Ele declarou que não há oposição à participação de qualquer candidato, mas defendeu que as regras acordadas precisavam ser cumpridas, afirmando que há uma tentativa de manipulação.

Caiado diz que decisões são graves

O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, classificou as determinações como uma grave afronta à democracia brasileira.

Para Caiado, as decisões do TSE e do Supremo Tribunal Federal destruíram o processo eleitoral no país, tirando dos candidatos a oportunidade de promover debates perante o eleitorado.

Abert aponta agressão à imprensa

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifestaram profunda indignação com a intervenção judicial.

As entidades apontam que a alteração nas regras acordadas há meses configura uma agressão à liberdade de imprensa de uma emissora privada, além de atropelar o direito dos cidadãos de terem acesso às propostas dos candidatos.

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