domingo, 4 de outubro de 2026
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PM explica confusão durante ato de Campanha de Cícero em João Pessoa
Comandante afirma que equipamento voltou a ser ligado após orientação da Justiça Eleitoral e relata resistência durante abordagem policial.
2 de outubro de 2026 08:09
Redação - Portal Arapuan Reprodução
Durante entrevista a Arapuan FM, o coronel detalhou a ocorrência. Foto: Deborah Jaylene/ Sistema Arapuan de Comunicação

O comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Ronildo (foto em destaque), explicou, nesta sexta-feira (2), os detalhes da ocorrência registrada durante um ato de campanha do candidato ao Governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB), que terminou com um assessor detido na noite dessa quinta-feira (1º), em João Pessoa.

Durante entrevista ao programa Paraíba Verdade, da Arapuan FM, o coronel afirmou que a fiscalização da Justiça Eleitoral identificou um telão de LED em situação irregular instalado em um trio elétrico utilizado na mobilização.

Segundo Ronildo, antes do início do deslocamento, uma fiscal da Justiça Eleitoral comunicou ao responsável pelo veículo que o equipamento não poderia ser ligado. A determinação teria sido inicialmente acatada.

No entanto, conforme o comandante, ao chegar nas proximidades do supermercado, na Avenida Epitácio Pessoa, o telão foi ligado novamente, caracterizando, segundo a fiscalização, o descumprimento das normas eleitorais.

“Existia um telão de LED, um trio elétrico, que estava fora dos padrões autorizados pela Justiça Eleitoral”, explicou o coronel Ronildo durante a entrevista.

A major PM Gracilane, que atuava no apoio à fiscalização, dirigiu-se até o responsável pelo trio e reforçou a determinação.

Segundo o relatório, um dos integrantes da campanha do candidato se recusou expressamente a desligar o equipamento e afirmou que não cumpriria a ordem.

Assessor foi preso após resistência, diz PM

Confusão ocorreu durante ato de campanha na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa. Foto: Reprodução

Diante da recusa, conforme o documento da Polícia Militar, foi dada voz de prisão ao assessor.

Ainda segundo o relatório do termo circunstânciado, após a prisão, o conduzido passou a oferecer resistência física, apresentando comportamento considerado alterado e agressivo.

O documento afirma que, durante a abordagem, o homem teria dito à major Gracilane: “Eu não lhe bato porque você é mulher.”

A PM relata que, durante a resistência, ocorreu uma ação física que atingiu o rosto da major. Por causa da resistência, foi necessário realizar a contenção e o uso de algemas.

O relatório registra que as algemas foram utilizadas para garantir a efetivação da prisão e a segurança dos policiais, do conduzido e das demais pessoas presentes no local.

Posteriormente, após diálogo com o advogado da coligação, as algemas foram retiradas e o homem seguiu sem o equipamento até ser apresentado à Polícia Federal, onde os fatos foram encaminhados para análise da autoridade competente.

O que aconteceu

A ocorrência aconteceu durante um ato de campanha de Cícero Lucena, que percorreu a Avenida Epitácio Pessoa na noite dessa quinta-feira (1º), em uma das últimas mobilizações antes do primeiro turno das eleições.

A confusão foi registrada no trio elétrico utilizado durante o evento. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um tumulto entre pessoas que estavam no veículo.

Resumo da Notícia

  • Fiscalização eleitoral identificou irregularidade em telão instalado em trio elétrico.
  • Responsável foi orientado a manter o equipamento desligado.
  • Segundo a PM, o telão voltou a ser ligado durante o percurso.
  • Assessor teria se recusado a cumprir nova determinação.
  • Ele foi detido após resistência e conduzido à Polícia Federal.
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