
A Paraíba contabilizou 644 denúncias de crimes eleitorais e irregularidades na propaganda das Eleições 2026 até as 9h deste domingo (27). O número representa um aumento de 19,9% em quatro dias, quando o estado registrava 537 denúncias.
Os dados estão disponíveis no sistema de Estatísticas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que reúne informações sobre denúncias relacionadas a infrações e irregularidades na propaganda eleitoral.
Em 23 de setembro, eram 537 registros. Desde então, foram contabilizadas mais 107 denúncias no estado.
João Pessoa concentra o maior número de denúncias na Paraíba, com 171 registros. Na sequência aparecem Campina Grande, com 163; Bayeux, com 33; Patos, com 29; Esperança, com 24; e Santa Rita, com 23.
Também aparecem na lista Catolé do Rocha, com 20; Serra Branca, com 14; Santa Luzia, com 11; Pombal, com nove; Cabedelo, Guarabira e São Bento, com sete cada.
Araruna e Pirpirituba registraram seis denúncias cada.
O ranking completo pode ser conferido no sistema do TSE.
Entre as 644 denúncias registradas, 220 são relacionadas a irregularidades em campanhas para deputado estadual.
Outros 118 registros envolvem campanhas para deputado federal. Já 116 denúncias têm relação com partidos, coligações ou federações.
As campanhas para governador aparecem com 111 denúncias. O Senado soma 59 registros, enquanto a campanha para presidente tem 20 denúncias.
Confira os tipos de irregularidades registrados no sistema:
Por meio do Pardal, eleitoras e eleitores podem encaminhar denúncias à Justiça Eleitoral. O órgão é responsável por analisar os registros e adotar as providências cabíveis.
O aplicativo busca facilitar a participação da sociedade na fiscalização das regras eleitorais e agilizar o encaminhamento de informações sobre possíveis irregularidades.
O Pardal pode ser baixado gratuitamente em smartphones e tablets pelas plataformas Google Play e App Store.
Para acessar o aplicativo, a pessoa usuária deve se identificar por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br. A Justiça Eleitoral informa que o denunciante permanece protegido por sigilo, independentemente da forma de autenticação utilizada.
Ao registrar uma denúncia, é necessário descrever a suposta irregularidade. Depois, um sistema automatizado faz uma classificação preliminar da ocorrência em duas categorias: propaganda eleitoral irregular na internet e demais modalidades de irregularidades na propaganda eleitoral.
Antes do preenchimento das informações complementares, o sistema apresenta orientações sobre as condutas permitidas ou proibidas pela legislação eleitoral de acordo com o tipo de denúncia selecionado.
A medida busca reduzir registros equivocados ou sem fundamento.