quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Moraes concede regime semiaberto a Débora do Batom, condenada pelo 8/1
Decisão mantém cumprimento da pena em casa por causa dos filhos menores, mas permite saídas durante o período diurno
6 de outubro de 2026 11:47
Redação
Estátua da Justiça pichada em frente ao STF durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 – (Foto: Joedson Alves/Agencia Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu progressão para o regime semiaberto a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom. Ela foi condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Débora ficou conhecida após pichar com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do STF.

Apesar da progressão para o semiaberto, Moraes manteve a cabeleireira em regime domiciliar, devido à existência de filhos menores de idade.

Com a mudança de regime, Débora poderá sair de casa durante o dia, mantendo o cumprimento da pena em regime domiciliar.

Ela iniciou o cumprimento da pena em setembro de 2025, quando já estava presa preventivamente em regime domiciliar.

Condenação pelo 8 de janeiro

A cabeleireira foi condenada pela Primeira Turma do STF por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023.

A condenação envolveu os crimes de:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Associação criminosa armada;
  • Dano qualificado;
  • Deterioração do patrimônio tombado.

O julgamento terminou com placar de 4 votos a 1.

A defesa de Débora pedia a progressão para o regime semiaberto desde maio. Na mesma ocasião, os advogados solicitaram a aplicação da Lei da Dosimetria ao caso.

A legislação foi promulgada pelo Congresso Nacional naquele mesmo mês e criada especificamente para alterar o cálculo das penas aplicadas a pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Lei da Dosimetria está suspensa

A Lei da Dosimetria teve seus efeitos suspensos por decisão de Alexandre de Moraes.

A suspensão permanece válida até que o plenário do STF analise as ações que questionam a nova legislação.

A defesa de Débora havia recorrido para que a cabeleireira também fosse beneficiada pelas mudanças previstas na lei.

O que aconteceu em 8 de janeiro

Em 8 de janeiro de 2023, centenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, insatisfeitos com a derrota na tentativa de reeleição, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes.

Os ataques ocorreram em Brasília e atingiram os prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF.

O edifício do Supremo foi um dos locais mais atingidos. O prédio sofreu diversas avarias, incluindo danos ao plenário.

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