
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ampliou sua base de apoio para o segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mudou a estratégia de campanha e passou a investir em vídeos nas redes sociais.
Na quarta-feira (7), a campanha de Flávio confirmou o apoio de União Brasil, Progressistas (PP), Novo e Republicanos para a reta final da eleição.
O movimento reduz a base de apoio ao governo Lula, já que União Brasil e PP ocupam ministérios na atual gestão.
Além disso, o apoio do Republicanos reúne governadores que comandam importantes colégios eleitorais, como Tarcísio de Freitas (SP) e Cleitinho Azevedo (MG).
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne mais de 320 congressistas, também declarou apoio ao PL.
Durante os encontros com aliados, Flávio apresentou propostas prioritárias para um eventual governo. Entre elas estão o fim da reeleição para presidente, mudanças nas regras de indicação ao STF e a redução da maioridade penal para 16 anos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alterou a estratégia para o segundo turno e passou a apostar em vídeos no formato “selfie” nas redes sociais.
A mudança busca aproximar o candidato dos eleitores e incentivar os apoiadores a participarem de mobilizações nas ruas.
Durante uma reunião com deputados e senadores eleitos, em Brasília, também na quarta-feira (7), Lula fez uma autocrítica sobre o desempenho no primeiro turno.
O presidente afirmou aos parlamentares que esta foi a campanha mais desorganizada de que participou desde 1989.
O encontro também contou com políticos de forte atuação nas redes sociais. A presença reforçou a importância do alcance digital na disputa pelo segundo turno.
Além da estratégia nas redes, a campanha de Lula tenta se afastar da recente crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).
O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu que o governo encaminhe ao Congresso Nacional uma proposta de reforma do Judiciário ainda antes da votação decisiva.