quarta-feira, 16 de setembro de 2026
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STF termina sessão com bate-bocas e troca de acusações
Plenário ficou dividido sobre unificação dos processos, e Flávio Dino pediu vista durante análise.
16 de setembro de 2026 06:37
Thyago Lúcio - Portal Arapuan Gustavo Moreno/STF
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Ministros do STF participam de sessão extraordinária sobre processos do Caso Master. Foto: Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão extraordinária desta terça-feira (15) sem uma definição sobre a abertura de investigações envolvendo ministros da Corte.

A sessão foi marcada por discussões acaloradas, troca de acusações e divergências sobre a condução dos processos relacionados ao Caso Master.

Os debates envolveram os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Edson Fachin, presidente do Supremo.

Discussões entre ministros

A tensão aumentou durante a análise de questões relacionadas à condução dos processos e à relatoria de casos considerados sensíveis.

O plenário registrou bate-bocas entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, além de críticas de Gilmar Mendes e Flávio Dino à condução dos trabalhos por Edson Fachin.

A sessão também foi marcada por interrupções, recusas de apartes e manifestações em tom elevado.

Nos bastidores, aliados de Fachin classificaram a condução da sessão como “desastrada”.

Placar ficou empatado

No aspecto processual, o julgamento ficou travado após declarações de impedimento e suspeição, incluindo os casos dos ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.

A votação parcial terminou empatada em quatro votos a quatro.

Votaram pela manutenção dos processos separados:

  • Edson Fachin;
  • André Mendonça;
  • Luiz Fux;
  • Cármen Lúcia.

Defenderam a unificação dos casos e o sorteio de um novo relator:

  • Cristiano Zanin;
  • Gilmar Mendes;
  • Alexandre de Moraes;
  • Flávio Dino.

Com o empate, o plenário não conseguiu concluir a questão de ordem.

Flávio Dino pede vista

Ministro Flávio Dino na sessão plenária extraordinária do STF. Foto: Alejandro Zambrana/STF

A principal reviravolta ocorreu quando Flávio Dino apresentou um pedido de vista, suspendendo a análise do processo.

O instrumento permite que o ministro examine os autos antes de apresentar seu voto. O prazo regimental para devolução é de até 90 dias corridos.

A medida provocou repercussão entre os integrantes da Corte e críticas relacionadas à possibilidade de adiamento da definição.

Com a interrupção, o STF terminou a sessão sem uma solução definitiva para a crise envolvendo a condução das investigações.

Debate ocorre às vésperas das eleições

Durante a sessão, ministros também lamentaram a exposição pública dos conflitos internos do Supremo.

As manifestações ocorreram a poucas semanas das eleições, em meio à crescente atenção política sobre os processos relacionados ao Caso Master.

A discussão envolve mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de questionamentos sobre a atuação de André Mendonça na condução das apurações.

A retomada do julgamento dependerá da devolução do processo por Flávio Dino e da definição da pauta pelo presidente Edson Fachin.

Resumo da Notícia

  • STF encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem definir a abertura de investigações contra ministros.
  • Plenário registrou discussões entre integrantes da Corte.
  • Votação sobre a tramitação dos processos terminou empatada em quatro a quatro.
  • Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise por até 90 dias.
  • Retomada do julgamento dependerá da devolução dos autos e da pauta definida por Edson Fachin.
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