
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a sessão extraordinária desta terça-feira (15) sem uma definição sobre a abertura de investigações envolvendo ministros da Corte.
A sessão foi marcada por discussões acaloradas, troca de acusações e divergências sobre a condução dos processos relacionados ao Caso Master.
Os debates envolveram os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Edson Fachin, presidente do Supremo.
A tensão aumentou durante a análise de questões relacionadas à condução dos processos e à relatoria de casos considerados sensíveis.
O plenário registrou bate-bocas entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, além de críticas de Gilmar Mendes e Flávio Dino à condução dos trabalhos por Edson Fachin.
A sessão também foi marcada por interrupções, recusas de apartes e manifestações em tom elevado.
Nos bastidores, aliados de Fachin classificaram a condução da sessão como “desastrada”.
No aspecto processual, o julgamento ficou travado após declarações de impedimento e suspeição, incluindo os casos dos ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques.
A votação parcial terminou empatada em quatro votos a quatro.
Votaram pela manutenção dos processos separados:
Defenderam a unificação dos casos e o sorteio de um novo relator:
Com o empate, o plenário não conseguiu concluir a questão de ordem.

A principal reviravolta ocorreu quando Flávio Dino apresentou um pedido de vista, suspendendo a análise do processo.
O instrumento permite que o ministro examine os autos antes de apresentar seu voto. O prazo regimental para devolução é de até 90 dias corridos.
A medida provocou repercussão entre os integrantes da Corte e críticas relacionadas à possibilidade de adiamento da definição.
Com a interrupção, o STF terminou a sessão sem uma solução definitiva para a crise envolvendo a condução das investigações.
Durante a sessão, ministros também lamentaram a exposição pública dos conflitos internos do Supremo.
As manifestações ocorreram a poucas semanas das eleições, em meio à crescente atenção política sobre os processos relacionados ao Caso Master.
A discussão envolve mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de questionamentos sobre a atuação de André Mendonça na condução das apurações.
A retomada do julgamento dependerá da devolução do processo por Flávio Dino e da definição da pauta pelo presidente Edson Fachin.