terça-feira, 15 de setembro de 2026
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Dino defende julgamento conjunto de casos envolvendo Moraes e Mendonça
Ministro do STF questionou decisão de Fachin de analisar os casos em dias diferentes e afirmou que o procedimento deve ser o mesmo
15 de setembro de 2026 16:41
Redação
Ministro do STF, Flávio Dino – (Foto: LUIZ SILVEIRA/STF)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira (15) que os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam julgados simultaneamente pelo plenário da Corte.

O STF analisa uma questão de ordem sobre a continuidade da sessão que discute se Moraes pode ser investigado por uma suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Durante o voto, Dino afirmou que não há clareza sobre o rito definido pelo presidente do STF, Edson Fachin, para analisar nesta terça-feira apenas o caso envolvendo Moraes.

Para o ministro, o procedimento deve ser o mesmo nos dois casos. Ele também afirmou que Mendonça não deveria ser julgado separadamente na sessão prevista para a próxima quarta-feira (23).

“Por que um vai abrir o processo hoje e o outro, que seria o ministro André, na próxima semana?”, questionou Dino.

No início da sessão, Fachin reafirmou a posição de que os casos de Moraes e Mendonça devem ser analisados em dias diferentes.

A sessão prossegue com a tomada dos demais votos dos ministros do plenário.

Questão de ordem de Gilmar Mendes

O plenário analisa uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes na manhã desta terça-feira.

O ministro defendeu a inclusão das supostas irregularidades que teriam sido cometidas por Mendonça ao solicitar ao plenário a investigação envolvendo Moraes.

Gilmar também defendeu que o caso seja redistribuído entre os ministros do STF e não permaneça sob a relatoria de Fachin.

Entenda o caso

O caso veio à tona em 1º de setembro, quando o plenário do STF foi acionado por André Mendonça após a Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro havia entrado em contato com um número de celular atribuído a Moraes.

Segundo a investigação, o ex-banqueiro trocou cerca de 50 mensagens com o número antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.

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