

A pastora Tania Castelliano se manifesta após o filho, Vitor Hugo, decidir recuar da campanha eleitoral depois que a Justiça Eleitoral manteve o indeferimento do registro de sua candidatura. Em texto publicado nesta quinta-feira (24), ela afirma respeitar a decisão judicial, mas defende que o filho tenha direito à defesa e que as acusações relacionadas a ele sejam analisadas individualmente.
Tania também menciona uma decisão recente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), que, segundo ela, afastou a responsabilidade de Vitor Hugo em uma denúncia relacionada à contratação de médicas investigadas por documentos falsos.
A pastora ressalta, porém, que reconhece que o julgamento do TCE-PB trata de um caso específico e não interfere, por si só, na decisão da Justiça Eleitoral.
No texto, Tania afirma que respeita tanto a existência da decisão judicial quanto o direito de questioná-la e apresentar defesa.
“Para uma família, porém, o tempo de uma decisão e o tempo de uma vida são muito diferentes. O nome de alguém pode ser atingido em um dia; reconstruir a confiança pode levar anos.”
A mãe de Vitor Hugo também afirma conhecer o filho e destaca o trabalho realizado por ele em Cabedelo. Segundo Tania, a gestão pode e deve ser avaliada, mas a análise deve considerar resultados, acusações e esclarecimentos apresentados ao longo dos processos.
“O que peço é que essa avaliação seja feita com justiça: que os resultados sejam examinados, que as acusações sejam apuradas e que nenhuma pessoa seja reduzida à pior afirmação feita a seu respeito.”
Tania afirma ainda que a exposição pública do filho provoca sofrimento familiar e questiona a forma como acusações e investigações são tratadas no debate público.
“A Justiça precisa ser firme diante das provas. Precisa ser igualmente cuidadosa com a dignidade humana.”
Ao final, a pastora afirma que não pede que eleitores deixem de formar suas próprias opiniões e defende que as decisões sejam tomadas a partir da análise dos fatos e das diferentes versões.
“Não peço que ninguém deixe de pensar por si. Peço que leia, procure os fatos, ouça os diferentes lados e forme sua convicção com consciência.”
Tania também declara que continuará ao lado do filho e encerra a manifestação mencionando sua fé.
“Quanto a mim, continuarei ao lado do meu filho. Continuarei pedindo justiça aos homens e confiando minha dor à justiça de Deus.”