
O vereador de João Pessoa Fábio Lopes (PL) cobrou esclarecimentos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre informações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
A declaração foi concedida ao Portal Arapuan nesta quinta-feira (3). Segundo o parlamentar, o caso deve ser investigado com transparência e respeito ao devido processo legal.
Fábio Lopes afirmou que também discursou sobre o assunto na Câmara Municipal de João Pessoa. Ele pediu uma resposta do próprio STF e dos senadores diante das informações divulgadas.
“Ele tem que responder e demonstrar o que foi que houve”, declarou o vereador.
O parlamentar também pediu que o presidente do Supremo, Edson Fachin, permita a apuração do caso sem proteção institucional a qualquer integrante da Corte.
Durante a entrevista, Fábio Lopes mencionou reportagens baseadas em um relatório da Polícia Federal sobre as relações entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e autoridades brasileiras.
O material incluiria mensagens, contratos envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e pedidos relacionados a cartões de crédito destinados aos filhos do casal.
Reportagens sobre o relatório da PF também apontam Moraes como o último editor de uma minuta de contrato milionário entre o Banco Master e o escritório.
Outros registros mencionam uma proposta de contrato de R$ 50 milhões e cartões com limite de R$ 300 mil. A existência desses elementos, entretanto, não representa comprovação de crime.
Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes negam irregularidades. O escritório também informou que os cartões emitidos para os filhos do casal não foram utilizados.
O vereador também foi questionado sobre informações que citam integrantes do PL, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira, em possíveis relações com Vorcaro.
Fábio Lopes afirmou que qualquer político deve prestar esclarecimentos e ser responsabilizado caso alguma irregularidade seja comprovada.
“Nikolas Ferreira ou qualquer parlamentar do PL tem que provar qualquer ligação. Se tiver que pagar, que pague”, afirmou.
O parlamentar também comentou o financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Lopes, os repasses seriam investimentos formalizados, vinculados aos direitos autorais da produção.
A produtora responsável por “Dark Horse” afirmou que os recursos recebidos foram comunicados à Justiça e empregados na realização do filme.
Fábio Lopes relacionou a crise institucional às dificuldades econômicas enfrentadas pela população.
O vereador afirmou que casos de corrupção, o aumento do custo de vida e a inflação atingem principalmente as famílias de menor renda.
Para ele, as instituições precisam oferecer respostas transparentes, independentemente do cargo ou do partido das pessoas mencionadas nas investigações.