
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou que se arrepende de ter pedido uma foto com a influenciadora Virgínia Fonseca durante a CPI das Bets, no Senado Federal. Em discurso no Congresso, o parlamentar classificou a atitude como um erro e pediu desculpas pelo episódio, que gerou forte repercussão nas redes sociais.
Durante a sessão, Cleitinho exibiu a fotografia e reconheceu que agiu de forma precipitada.
“Isso aqui foi um erro que eu tive durante meu processo de senador. Eu pedi afobado, foi um erro, fui idiota, de pedir uma foto aqui para minha filha da influenciadora Virgínia”, declarou.
Na sequência, o senador voltou a pedir desculpas e defendeu medidas mais rigorosas contra o mercado de apostas esportivas.
“Estou mostrando novamente para vocês aqui, esse foi um erro meu, peço perdão novamente. (…) A gente precisa dar um fim nessa questão das bets”, afirmou.
O episódio ocorreu durante o depoimento de Virgínia Fonseca à CPI das Bets, quando o pedido de foto foi alvo de críticas por parte da opinião pública.
Esta não é a primeira vez que Cleitinho reconhece o equívoco. Pouco tempo após a participação da influenciadora na comissão parlamentar, o senador já havia publicado um vídeo nas redes sociais admitindo arrependimento pela atitude.
Cleitinho é apontado como um dos possíveis candidatos do Republicanos ao Governo de Minas Gerais nas próximas eleições.
O nome de Virgínia Fonseca voltou ao noticiário após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizar, na quinta-feira (9), uma Ação Civil Pública contra a influenciadora e a plataforma de apostas Blaze.
Segundo o Ministério Público, a influenciadora poderia receber 30% de comissão sobre as perdas dos usuários que realizassem apostas por meio de suas recomendações.
A ação sustenta que a plataforma e a influenciadora utilizaram publicidade considerada abusiva para incentivar apostas esportivas durante a Copa do Mundo, com promessas de ganhos fáceis e estratégias capazes de induzir consumidores ao jogo.
Em um trecho da ação, o MP afirma que:
“Os e-mails da Blaze e o vídeo da influenciadora Virginia Fonseca não são ações isoladas ou casuais. Trata-se de produtos de engenharia comportamental aplicada, orquestrados para maximizar a captação e anular o escrutínio crítico.”
O Ministério Público pede que Blaze e Virgínia Fonseca sejam condenadas ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.