
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, negou ter alterado sua versão sobre a atuação na destinação de emendas parlamentares e afirmou que seu papel sempre foi o de encaminhar demandas de municípios aos parlamentares da legenda. A declaração foi dada nesta terça-feira (21), em meio às discussões sobre as investigações envolvendo dirigentes partidários na indicação de recursos públicos.
Questionado sobre a diferença entre entrevistas recentes, nas quais afirmou que a participação de presidentes de partidos na discussão sobre emendas seria uma prática comum, e a manifestação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), em que sustenta que apenas fazia sugestões sem poder de decisão, Valdemar disse que não há contradição entre as declarações.
Segundo o dirigente, sua atuação consistia em identificar as necessidades dos municípios e encaminhar os pedidos aos parlamentares que possuíam disponibilidade de recursos.
“Isso vai para a prefeitura que está precisando mais, que está precisando menos. Quem assina é o nosso líder”, afirmou.
Ao ser questionado sobre o motivo de prefeitos e gestores municipais procurarem diretamente o presidente do partido, se os líderes partidários possuem autonomia para definir a destinação das emendas, Valdemar afirmou que atuava como um interlocutor entre os municípios e os parlamentares da legenda.
Segundo ele, alguns deputados tinham margem para destinar recursos e poderiam atender localidades em situação mais crítica.
“O município tem um posto de saúde sem dinheiro, sem condições de funcionamento. A gente pede para quem tem folga atender esse pessoal”, declarou.
Durante a entrevista, Valdemar Costa Neto também explicou que os pedidos encaminhados priorizavam municípios que enfrentavam dificuldades financeiras e carência de serviços públicos, principalmente na área da saúde.
O presidente do PL ainda rebateu declarações de dirigentes de outros partidos que afirmaram não atuar da mesma forma na interlocução sobre emendas parlamentares. Segundo ele, esse tipo de atuação é comum no sistema político brasileiro.
As declarações ocorrem em meio às investigações sobre a participação de dirigentes partidários na indicação de recursos de emendas parlamentares, tema que vem sendo debatido no Supremo Tribunal Federal (STF).