quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Sóstenes protocola nova PEC da Anistia após Moraes suspender Dosimetria
Para o líder do PL na Câmara, o Congresso tem que ser respeitado e que um juiz (Alexandre de Moraes) não pode derrubar a decisão do Parlamento. Ele definiu a decisão do ministro como ‘afronta à democracia’
11 de maio de 2026 15:09
Redação - Band.com
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, afirmou nesta segunda-feira (11), que protocolou uma nova Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pela Anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. A medida foi divulgada após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender a Lei da Dosimetria.

Segundo o parlamentar, a decisão de Moraes deixou mais evidente para o país que parte do sistema “não aceita qualquer medida que represente justiça, equilíbrio e proporcionalidade para os condenados do 8 de janeiro”.

“A resposta a esse novo abuso será dada dentro da Constituição e através do Parlamento. Acabo de protocolar uma nova Proposta de Emenda à Constituição pela Anistia”, disse Sóstenes Cavalcante.

Para o líder o PL, a iniciativa tem objetivo de restaurar direitos, corrigir injustiças e devolver segurança jurídica

“A suspensão da Lei da Dosimetria mostrou que não basta apenas corrigir excessos pontuais. É necessário enfrentar o problema na raiz (…). A nova PEC da Anistia nasce da necessidade de garantir justiça verdadeira. Não existe democracia sólida quando cidadãos recebem penas incompatíveis com os fatos praticados, enquanto criminosos ligados à corrupção e ao crime organizado frequentemente encontram benefícios e garantias. O povo brasileiro está vendo. E está cansado dos abusos”, destacou o parlamentar.

O que Sóstenes escreveu na PEC?

Na proposta, o deputado federal Sóstenes Cavalcante pede anistia aos que participaram, direta ou indiretamente, dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e que tenham sido condenados pelos crimes de dano qualificiado, deteoriação de patrimônio público, associação criminosa ou abolição do Estado Democrático de Direito

Ao justificar o texto protocolado, o líder do PL citou a Lei da Dosimetria, que foi aprovada pelo Congresso em dezembro, mas vetada por Lula em janeiro deste ano. Porém, conforme o documento, o Congresso derrubou o veto e o texto foi promulgado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A promulgação da lei chegou ao STF a partir de duas ações – uma da federação partidária Psol-Rede e a outra da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). O relator da ação é o ministro Alexandre de Moraes.

“A decisão do Ministro Alexandre de Moraes suspendendo a lei representa uma afronta à soberania do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal está impedindo a aplicação de uma norma aprovada pela ampla maioria dos congressistas”, escreveu Sóstenes Cavalcante na PEC.

“Isso representa um claro ataque à democracia e à separação dos Poderes. A Constituição Federal em seu artigo 2º, ‘São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário’”, acrescentou.

No texto, Sóstenes afirma que o Congresso Nacional “tem que ser respeitado” e que um juiz não pode derrubar a decisão do Parlamento. Para ele, “isso é invasão de competência, de poderes e uma afronta à democracia”

“Diante desse abuso de autoridade praticado pelo ministro Alexandre de Moraes, o Congresso Nacional não irá se calar e a presente Proposta de Emenda à Constituição tem por finalidade conceder anistia a supostos crimes de pequeno potencial ofensivo cometidos, como é o caso do dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado”.

Além disso, a proposta afirma que também se deve conceder a anistia aos supostos de crimes de associação criminosa armada, tentativa ou abolição do estado democrático de direito e golpe de estado. “Mas, quando da verdade dos fatos, trata-se de mera perseguição política por se insurgir contra o Poder Judiciário que visa intimidar e condenar os políticos contrários ao Governo autoritário da esquerda que preside o país”.

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