quinta-feira, 9 de julho de 2026
publicidade
Sete tribunais são alvo de decisão de Moraes no STF
Sete tribunais são investigados por pagar magistrados valores que chegam a R$ 495 mil, acima do teto de R$ 78,8 mil fixado pela Corte
6 de julho de 2026 14:55
Redação com informações de Agência Brasil
Ministro do STF, Alexandre de Moraes – (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu, nesta segunda-feira (6), prazo de 48 horas para que os presidentes de sete tribunais locais expliquem pagamentos a magistrados acima do limite estipulado pela Corte.

Sete tribunais são alvo da decisão

A decisão abrange o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e mais seis tribunais estaduais: Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rondônia.

Descumprimento pode gerar afastamento e responsabilidade penal

O ministro alertou que, em caso de descumprimento da ordem, os presidentes das cortes ficam sujeitos a “imediato afastamento do cargo de direção” e responsabilidade penal.

Reportagem aponta pagamentos acima de R$ 200 mil

Moraes citou reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual esses tribunais realizaram pagamentos acima dos parâmetros estabelecidos em março pelo plenário do Supremo. Em alguns casos, os valores pagos ultrapassaram os R$ 200 mil, sendo o maior valor identificado de mais de R$ 495 mil, segundo a publicação.

STF havia fixado teto de R$ 78,8 mil em março

Em 25 de março, o Supremo determinou que os pagamentos a magistrados não poderiam ultrapassar, em nenhuma hipótese, os R$ 78,8 mil por mês, somando-se salário e apenas algumas verbas indenizatórias autorizadas pelos ministros, como diárias e ajuda de custos em caso de promoção. A ordem do plenário foi para que os pagamentos nunca ultrapassassem 35% do vencimento regular do magistrado.

Tribunais citam resolução do CNJ como justificativa

Questionados sobre os pagamentos irregulares, os tribunais justificaram os repasses com base em uma resolução aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que prevê o pagamento de verbas indenizatórias adicionais.

Decisão faz parte de julgamento sobre pagamentos a juízes

A decisão de Moraes foi tomada no recurso extraordinário com repercussão geral em que o Supremo julga quais pagamentos a juízes são constitucionais ou não.

publicidade