
O governo brasileiro determinou a expulsão do cidadão russo Sergey Vladimirovich, acusado de integrar uma rede de espionagem internacional que utilizava o Brasil como base para infiltração em outros países. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU), também proíbe o retorno dele ao território nacional pelos próximos 30 anos.
A medida foi adotada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e assinada pela coordenadora de Processos Migratórios, Alessandra Teixeira de Araújo. Sergey está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde o fim de 2022.
Segundo as investigações, Sergey vivia no Brasil desde, pelo menos, 2010, utilizando a identidade falsa de Victor Muller Ferreira.
De acordo com as autoridades, o objetivo era obter a cidadania portuguesa e, consequentemente, tornar-se cidadão europeu para facilitar a atuação em operações de espionagem.
O russo é apontado como integrante de uma rede de espiões que utilizava documentos brasileiros para obter informações estratégicas em favor da Rússia.
Sergey foi detido após tentar entrar na Holanda, em março de 2022, utilizando passaporte brasileiro e outros documentos falsificados.
Ele havia sido aprovado para realizar um estágio no Tribunal Penal Internacional, em Haia, mas a fraude foi identificada por autoridades holandesas e norte-americanas.
Após ser deportado para o Brasil, foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos e, posteriormente, condenado a 15 anos de prisão. Além disso, responde por investigações relacionadas a:
A defesa de Sergey solicitou sua extradição para a Rússia.
O governo russo alegava que ele integrava uma organização internacional de tráfico de drogas e defendia seu retorno para julgamento no país de origem.
Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha autorizado a extradição inicialmente, condicionou a medida à conclusão de um inquérito conduzido pela Polícia Federal.
Em dezembro de 2024, o ministro Edson Fachin negou o pedido, destacando que Sergey ainda possuía pendências penais no Brasil.