
Os Estados Unidos intensificaram os bombardeios contra o Irã nos últimos dois dias, atingindo 170 alvos militares, em resposta aos ataques atribuídos a Teerã contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. A ofensiva provocou uma nova reação iraniana, com ataques contra bases militares americanas no Kuwait, Catar e Bahrein.
De acordo com as informações divulgadas, os ataques norte-americanos tiveram como foco pequenas embarcações iranianas, sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e drones, além de estruturas de vigilância costeira e logística militar.
Segundo o Ministério da Saúde do Irã, os bombardeios deixaram 14 mortos e 78 feridos.
A escalada do conflito ocorre em meio às disputas envolvendo o Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente.
Segundo o relato, o objetivo dos Estados Unidos é reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações comerciais que trafegam pela região.
Em resposta, o Irã lançou ataques contra instalações militares americanas em países aliados no Oriente Médio, ampliando as tensões na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá ampliar os ataques caso o Irã mantenha as retaliações.
Apesar de declarar que o cessar-fogo chegou ao fim, as ofensivas americanas permanecem concentradas nas proximidades do Estreito de Ormuz, enquanto o Irã direciona suas ações principalmente contra bases militares dos EUA.
Além das consequências humanitárias, a escalada militar aumenta a preocupação com os impactos econômicos globais.
Entre os principais efeitos esperados estão:
Especialistas também alertam que ataques pontuais podem evoluir para um confronto de maiores proporções caso a tensão continue aumentando.
O agravamento do conflito ocorre durante os dias de funeral do líder supremo iraniano Ali Khamenei, que reúne grandes multidões em diferentes cidades do país.
Enquanto retornava da cúpula da Otan, realizada em Ancara, Donald Trump precisou trocar de aeronave de última hora.
Segundo reportagem do The New York Times, o Serviço Secreto americano avaliou que o novo Air Force One, presenteado pelo Catar e avaliado em cerca de US$ 400 milhões, ainda não possui todos os sistemas de segurança da aeronave presidencial anterior.
Trump negou a informação, mas afirmou considerar-se o principal alvo do Irã diante da escalada das tensões.