
O rendimento médio mensal das famílias brasileiras atingiu R$ 2.264 por pessoa em 2025, o maior valor já registrado desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), em 2012. O dado representa crescimento real de 6,9% em relação a 2024 e foi divulgado nesta sexta-feira (8) pelo IBGE.
Após a queda registrada durante a pandemia, o rendimento domiciliar per capita acumula quatro anos consecutivos de crescimento:
| Ano | Rendimento médio |
|---|---|
| 2019 | R$ 1.904 |
| 2020 | R$ 1.820 |
| 2021 | R$ 1.692 |
| 2022 | R$ 1.809 |
| 2023 | R$ 2.018 |
| 2024 | R$ 2.118 |
| 2025 | R$ 2.264 (recorde) |
O analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes destaca que o trabalho foi o principal motor desse crescimento, impulsionado pelos níveis mínimos de desemprego e pelos reajustes anuais do salário-mínimo.
O Distrito Federal lidera com folga. Nas últimas posições, aparecem estados do Norte e Nordeste:
Maiores rendimentos:
Menores rendimentos:
Na região, apenas 67,4% da renda vêm do trabalho — abaixo da média nacional de 75,1%. As “outras fontes” respondem por 32,6% do orçamento familiar.
O peso dos programas sociais no Nordeste é o maior do país: 8,8% da renda, ante 3,5% na média nacional.
Em 2025, 143 milhões de brasileiros (67,2% da população) tinham algum tipo de rendimento — o maior nível já registrado.
Apesar dos avanços, os 10% mais ricos ganham 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres. Além disso, 22,7% das famílias brasileiras — cerca de 18 milhões de domicílios — dependiam de algum benefício social em 2025.