
A Paraíba aparece entre os estados alvos de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal, deflagrada nesta quarta-feira (12), contra um grupo suspeito de fabricar e distribuir anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados.
Segundo os investigadores, no estado foi identificado um laboratório filial, que funcionaria a partir de uma mansão alugada e de uma residência de alto padrão à beira-mar.
A estrutura contaria ainda com apoio de familiares e de uma parceira local responsável pelo recebimento de insumos importados enviados pelos Correios.
A ação faz parte de uma investigação de alcance nacional, com atuação também no Distrito Federal, Goiás, Paraná, Acre e Minas Gerais.
Em todo o país, os agentes cumprem 45 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão.
A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 32 milhões pertencentes aos investigados.
Além disso, a operação prevê a apreensão de 11 veículos de luxo. Treze estabelecimentos foram fechados e 22 perfis em redes sociais foram derrubados.
As investigações avançaram depois de buscas realizadas na residência do suspeito apontado como chefe de um dos núcleos do esquema.
No celular apreendido, os policiais encontraram mensagens com detalhes das atividades criminosas e da divisão dos grupos de atuação.
Segundo a Polícia Civil, os anabolizantes eram produzidos de maneira caseira com substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes em condições precárias.
De acordo com a investigação, médicos veterinários cooperavam com o grupo, emitindo receitas falsas para aquisição de medicamentos controlados em estabelecimentos agropecuários.
Ainda segundo a Polícia Civil, nutricionistas e treinadores recomendavam os produtos.
Para dar aparência de legitimidade às substâncias, o grupo utilizava rótulos em língua estrangeira e bandeiras de outros países nas embalagens.
Segundo os investigadores, cada estado possuía uma função dentro da estrutura.
No Distrito Federal, estavam concentradas as bases de fabricação e armazenamento, academias ligadas à divulgação e uma gráfica utilizada para produzir embalagens.
Em Goiás, funcionavam depósitos para recebimento de insumos, uma farmácia de manipulação apontada como integrante do esquema e parte da movimentação financeira.
Na Paraíba, os investigadores identificaram a filial instalada em imóveis de alto padrão, além da atuação relacionada ao recebimento de produtos importados.
Já no Paraná, uma fornecedora localizada na região de fronteira e o marido seriam responsáveis pela distribuição interestadual das substâncias.
A rede também chegava ao Acre e a Minas Gerais, utilizados para o escoamento contínuo dos produtos.