

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (15) para que ele seja julgado simultaneamente com o ministro André Mendonça na sessão prevista para quarta-feira (23).
Durante a sessão, Alexandre de Moraes votou para que os dois casos sejam analisados conjuntamente. Ao justificar seu voto, o ministro afirmou: “Percebi que o ministro André vai votar, eu também irei votar”, em referência ao próprio julgamento.
Até o momento, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes acompanharam a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O único voto contrário foi o do presidente do STF, Edson Fachin.
A questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes propõe que os processos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam reunidos em um mesmo julgamento.
Gilmar também pediu que a sessão seja adiada para o dia 23 e que seja realizado um novo sorteio para definir a relatoria dos casos.
Além da união dos processos, os ministros analisam se Edson Fachin deve continuar como relator das duas ações.
Para juntar os julgamentos:
Sobre a relatoria de Edson Fachin:
O caso veio à tona no dia 1° de setembro, quando o plenário da Corte foi acionado por André Mendonça, após a apuração da Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído a Moraes.
A investigação aponta que o ex-banqueiro trocou cerca de 50 mensagens com o número antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.
Durante a tramitação do feito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas.
Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro.