terça-feira, 15 de setembro de 2026
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Moraes vota que seu julgamento seja em conjunto com o de Mendonça
STF tem 4 votos a 1 para analisar conjuntamente as ações envolvendo os dois ministros; questão de ordem foi levantada por Gilmar Mendes
15 de setembro de 2026 17:23
Jennyfer Silva - Redação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (15) para que ele seja julgado simultaneamente com o ministro André Mendonça na sessão prevista para quarta-feira (23). 

Durante a sessão, Alexandre de Moraes votou para que os dois casos sejam analisados conjuntamente. Ao justificar seu voto, o ministro afirmou: “Percebi que o ministro André vai votar, eu também irei votar”, em referência ao próprio julgamento.

Até o momento, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes acompanharam a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O único voto contrário foi o do presidente do STF, Edson Fachin.

O que está sendo analisado

A questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes propõe que os processos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça sejam reunidos em um mesmo julgamento.

Gilmar também pediu que a sessão seja adiada para o dia 23 e que seja realizado um novo sorteio para definir a relatoria dos casos.

Além da união dos processos, os ministros analisam se Edson Fachin deve continuar como relator das duas ações.

Como está a votação

Para juntar os julgamentos:

  • Gilmar Mendes: apresentou a questão de ordem;
  • Flávio Dino: acompanhou Gilmar Mendes;
  • Cristiano Zanin: acompanhou Gilmar Mendes;
  • Alexandre de Moraes: acompanhou Gilmar Mendes;
  • Edson Fachin: votou para manter os processos separados.

Sobre a relatoria de Edson Fachin:

  • Edson Fachin: votou pela manutenção da relatoria;
  • Flávio Dino: acompanhou a questão de ordem de Gilmar Mendes contra a permanência de Fachin como relator;
  • Cristiano Zanin: acompanhou Gilmar Mendes;
  • Alexandre de Moraes: acompanhou Gilmar Mendes.

Entenda 

O caso veio à tona no dia 1° de setembro, quando o plenário da Corte foi acionado por André Mendonça, após a apuração da Polícia Federal (PF) identificar que Vorcaro entrou em contato com um número de celular atribuído a Moraes. 

A investigação aponta que o ex-banqueiro trocou cerca de 50 mensagens com o número antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.

Durante a tramitação do feito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da PF que encontrou as conversas.

Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo o ministro e o ex-banqueiro.

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