segunda-feira, 31 de agosto de 2026
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Lula pede inelegibilidade de Flávio por ato em Barretos
Coligação acusa chapa do PL de abuso econômico e solicita ao TSE a cassação do registro e afastamento por oito anos.
31 de agosto de 2026 06:39
Thyago Lúcio - Portal Arapuan Reprodução
Senador discursou diante de público estimado em 60 mil pessoas durante festa. Foto: Ricardo Stuckert/PT e Vittor Sales/PL

A campanha do presidente Lula (PT) acionou o TSE no sábado (29) e pediu a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) por suposto abuso de poder econômico durante a Festa do Peão de Barretos.

A ação de investigação judicial eleitoral também solicita a cassação do registro da chapa e a declaração de inelegibilidade por oito anos.

Os advogados querem que o Ministério Público Eleitoral analise o caso. A coligação também pede que Flávio seja intimado para apresentar defesa em até cinco dias.

Ainda não há decisão da Justiça Eleitoral sobre as acusações.

Campanha aponta “showmício disfarçado”

A coligação “O Brasil Pronto pra Mais”, que apoia a reeleição de Lula, afirma que Flávio utilizou estruturas públicas e privadas para promover a candidatura.

Segundo os advogados, a participação do senador no evento, em 22 de agosto, teria funcionado como um “showmício disfarçado”.

“A chapa utilizou uma gigantesca estrutura profissional de som, luz e público custeada e patrocinada por empresas privadas e órgãos estatais”, afirma a equipe jurídica.

Para a coligação, o uso dessa estrutura teria proporcionado uma vantagem indevida ao candidato do PL.

Tarcísio apresenta Flávio como herdeiro político

A equipe de Lula também questiona a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no evento.

Conforme a ação, Tarcísio apresentou Flávio como herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro diante de um público estimado em 60 mil pessoas.

Na sequência, o senador discursou sobre propostas para o agronegócio e declarou-se o futuro presidente do Brasil.

Os advogados argumentam que o episódio não foi espontâneo. Para a campanha petista, o ato teria sido planejado para promover eleitoralmente a candidatura.

Coligação aponta financiamento empresarial

A ação sustenta que a estrutura utilizada foi custeada por pessoas jurídicas.

Por isso, a equipe jurídica considera que o episódio pode configurar doação indireta de fonte vedada e financiamento empresarial irregular.

“O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucionais os dispositivos que autorizavam contribuições de pessoas jurídicas a campanhas eleitorais”, afirmam os advogados.

A coligação argumenta que o financiamento empresarial seria incompatível com a igualdade política e os princípios republicano e democrático.

Campanha pede retirada de publicações

Além da cassação e da inelegibilidade, a equipe de Lula solicita a remoção dos conteúdos publicados nas redes sociais sobre a participação de Flávio no evento.

Os advogados também sugerem a aplicação de multa diária em caso de descumprimento de uma eventual ordem judicial.

Defesa de Flávio nega irregularidade

A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro afirmou que não houve irregularidade na participação do candidato na Festa do Peão.

Em nota divulgada pela CNN Brasil, a defesa declarou que o senador compareceu como convidado e discursou durante um minuto e dez segundos.

Segundo a equipe, os outros candidatos também foram convidados em igualdade de condições. A nota afirma que Lula recebeu um convite pessoal, mas não compareceu.

A defesa também citou uma decisão do TSE de 2022, que não considerou a participação de Jair Bolsonaro na mesma festividade como um showmício.

Resumo da Notícia

  • A coligação de Lula aciona o TSE contra Flávio Bolsonaro.
  • A ação aponta suposto abuso de poder econômico.
  • Os advogados pedem cassação e inelegibilidade por oito anos.
  • A equipe petista solicita a retirada de conteúdos das redes sociais.
  • A defesa de Flávio nega irregularidades no evento.
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