quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Jovens de 16 a 24 anos lideram tabagismo no Brasil
Consumo de cigarros tradicionais e eletrônicos é maior entre pessoas de 16 a 24 anos, segundo levantamento do Nexus e A.C. Camargo Cancer Center
26 de agosto de 2026 12:32
Redação
Levantamento acende alerta entre especialistas da Saúde (Foto: Reprodução / Magnific)

tabagismo atinge 19% dos brasileiros entre 16 e 24 anos, faixa etária que apresenta o maior consumo proporcional de cigarros tradicionais e eletrônicos no País. O dado integra um levantamento realizado pelo instituto Nexus e pelo A.C. Camargo Cancer Center e alerta especialistas para a retomada do hábito entre os jovens.

A proporção registrada nessa faixa etária supera os índices observados em todos os demais grupos pesquisados. O resultado preocupa especialistas em saúde pública, especialmente diante da reversão da tendência histórica de redução do consumo de tabaco entre as novas gerações.

Imagem meramanete ilustrativa de vape (Foto: Reprodução / Magnific)

Vapes ampliam o apelo entre os jovens

Historicamente alcançados por campanhas educativas e advertências sanitárias, os jovens voltaram a aderir ao consumo de nicotina por meio dos dispositivos eletrônicos, conhecidos popularmente como vapes.

A indústria utiliza aditivos aromáticos e sabores de menta e frutas para mascarar o gosto do tabaco. Dessa forma, os produtos ampliam o apelo comercial entre o público jovem.

O médico oncologista Helano Freitas, do A.C. Camargo Cancer Center, avalia que os dispositivos eletrônicos não funcionam como uma ferramenta de transição para abandonar o tabaco.

Segundo o especialista, o aparelho atua, na prática, como uma porta de entrada para a dependência de nicotina.

Uso pode começar em festas e evoluir para dependência

De acordo com o levantamento, muitos usuários iniciam o consumo em eventos sociais e festas, como uma forma de socialização com amigos.

Com o aumento da frequência e a sobrecarga de trabalho, porém, o consumo pode passar a ser diário. Nesse cenário, o cigarro passa a ser utilizado como uma válvula de escape para o estresse, consolidando a dependência química.

Fumantes têm percepção positiva sobre a própria saúde

O levantamento também identifica uma diferença entre o hábito de fumar e a percepção dos próprios usuários sobre sua condição física.

Entre os entrevistados que continuam fumando, 63% classificam a própria saúde como boa ou ótima.

Apesar dessa percepção, o consumo contínuo de substâncias tóxicas aumenta expressivamente as chances de desenvolvimento de tumores malignos.

Entre os órgãos afetados estão:

  • Pulmão
  • Boca
  • Garganta
  • Estômago

O tabagismo também agrava diagnósticos de enfisema pulmonar, bronquite crônica e acidente vascular cerebral (AVC).

Especialistas defendem novas estratégias de prevenção

Diante do cenário, especialistas médicos defendem uma reformulação urgente das diretrizes preventivas do Ministério da Saúde.

A proposta é desenvolver estratégias que dialoguem diretamente com o público jovem e combatam a dependência ainda na adolescência.

O objetivo é reduzir a dependência de nicotina antes que ela se consolide e, consequentemente, evitar o avanço de doenças crônicas no futuro.

Resumo da Notícia

  • 19% dos brasileiros de 16 a 24 anos consomem cigarros tradicionais ou eletrônicos.
  • Essa faixa etária apresenta o maior índice proporcional entre os grupos pesquisados.
  • Dispositivos eletrônicos com sabores ampliam o apelo junto ao público jovem.
  • 63% dos fumantes entrevistados consideram a própria saúde boa ou ótima.
  • Especialistas defendem novas ações preventivas para combater a dependência ainda na adolescência.
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