quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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EUA paralisam emissão de vistos imigratórios em todo o mundo
Medida temporária do governo norte-americano afeta consulados globalmente para treinamento de agentes voltado a evitar a entrada de estrangeiros dependentes de benefícios públicos.
26 de agosto de 2026 08:14
BAND.COM.BR Vwalakte/Magnific
Por enquanto, novos vistos não serão emitidos pelas embaixadas norte-americanas. Foto: Vwalakte/Magnific

O Governo dos Estados Unidos determinou nesta terça-feira (25) a paralisação temporária dos agendamentos e entrevistas para emissão de visto em todo o mundo. A medida do governo Trump ocorre devido a um treinamento para agentes consulares com o objetivo de evitar a entrada de estrangeiros que possam “depender de benefícios públicos” do país.

Candidatos com entrevistas marcadas já receberam e-mails sobre reagendamento. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse à Reuters que os ajustes dependerão das datas de treinamento em todas as embaixadas e consulados do país norte-americano no mundo todo.

O órgão, contudo, não informou sobre o escopo do treinamento ou o cronograma. Disse somente que as novas diretrizes visam identificar candidatos considerados propensos a “tirar vantagem” de políticas beneficiárias do país, além de criar parâmetros para uma avaliação “abrangente e consistente”.

A medida faz parte de um combo de ações implementadas ao longo do segundo mandato de Trump, que inclui repressão à imigração e deportação em massa, revogação de vistos e green cards e rejeição de pedidos tendo como critério determinadas opiniões políticas, engajamento em protesto pós-Palestina em relação aos conflitos promovidos por colonos israelenses na Faixa de Gaza. O argumento do presidente é de que essa repressão melhoraria a segurança interna.

Os planos de Donald Trump para amenizar o fluxo migratório e turístico aos EUA não é novo e já enfrentou derrotas no sistema judiciário.

Na última sexta-feira (21), um juiz decidiu derrubar uma política que suspendia a emissão de vistos de imigrantes para solicitantes de 75 países, incluindo o Brasil. A decisão alega que a política significaria um excesso de autoridade legal ao secretário de Estado Marco Rubio.

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