terça-feira, 15 de setembro de 2026
publicidade
João cita legado e propõe Ministério da Segurança no Senado
Durante sabatina, candidato ao Senado também destacou ações na saúde e propostas para combater a violência contra mulheres.
15 de setembro de 2026 10:33
Thyago Lúcio - Portal Arapuan Victor Emannuel/Sistema Arapuan de Comunicação
Candidato participou de entrevista e apresentou propostas para diferentes áreas durante a sabatina. Foto: Victor Emannuel/Sistema Arapuan de Comunicação

O ex-governador da Paraíba e candidato ao Senado João Azevêdo (PSB) afirmou, durante sabatina da BandNews FM João Pessoa, nesta terça-feira (15), que pretende atuar no Senado em defesa de grandes projetos de desenvolvimento do Estado, além de priorizar segurança pública, integração das forças policiais e combate à violência contra a mulher.

Durante a entrevista, João afirmou que pretende manter no Senado a mesma linha de atuação adotada durante os dois mandatos como governador. Segundo ele, a prioridade será uma atuação municipalista e voltada à defesa dos interesses da Paraíba.

Por que votar em João?

Ao explicar por que os paraibanos deveriam votar nele, João Azevêdo afirmou que sua atuação como governador serve como referência para o que pretende fazer no Senado.

Segundo o candidato, ele continuará defendendo os municípios e pretende atuar pela continuidade de projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento do Estado.

Entre os exemplos citados estão o Centro Internacional de Computação Quântica (CIQUANTA) e o Complexo Científico do Sertão.

João afirmou que pretende buscar recursos e apoio para ampliar as iniciativas e criar ambientes de pesquisa capazes de manter jovens profissionais na Paraíba.

Sobre o CIQUANTA, o ex-governador destacou que o projeto prevê a instalação do primeiro computador quântico da América do Sul na Paraíba.

Já o Complexo Científico do Sertão, segundo ele, reúne iniciativas como o Rádio Telescópio Bingo, a Cidade da Astronomia, o Vale dos Dinossauros e o Museu de Arqueologia de Cajazeiras.

A expectativa apresentada por João é que os projetos contribuam para a formação de pesquisadores e para a criação de novas oportunidades profissionais no interior do Estado.

Ex-governador cita legado e mudanças na relação com municípios

Ao falar sobre os principais legados dos dois mandatos, João Azevêdo destacou mudanças na forma de distribuição de investimentos e na relação institucional entre o Governo do Estado e os municípios.

Segundo ele, uma das práticas que teria sido encerrada foi a concentração de investimentos em cidades com maior número de eleitores.

“Nós enterramos essa prática. Nós enterramos essa praga”, afirmou.

João também declarou que o governo deixou de condicionar investimentos à existência de alinhamento político entre prefeitos e o governador.

Ele afirmou ainda que, ao assumir o Governo da Paraíba, em 2019, encontrou relações institucionais deterioradas entre o Executivo, Legislativo, Judiciário, órgãos de controle e universidades estaduais.

Como outro legado, citou a reconstrução dessas relações e a busca por uma maior harmonia entre os poderes.

Saúde pública

Na área da saúde, João afirmou que seu governo conseguiu elevar o nível da saúde pública da Paraíba e destacou o funcionamento do SUS no Estado.

Ele citou ações realizadas pelo governo estadual diante de dificuldades na atenção básica de alguns municípios e afirmou que foram realizadas 300 mil cirurgias eletivas durante sua gestão.

Segurança pública será prioridade no Senado

João defende Ministério da Segurança e grandes projetos no Senado. Foto: Victor Emannuel/Sistema Arapuan de Comunicação

Questionado sobre o combate ao crime organizado, João Azevêdo defendeu a criação de um Ministério da Segurança no Governo Federal.

Segundo ele, também é necessário estabelecer linhas de financiamento com fundos constitucionais para garantir investimentos em segurança pública nos estados.

O candidato defendeu ainda a integração das inteligências das forças de segurança de todo o país, sem mudança na subordinação administrativa das polícias estaduais.

Para João, o crime organizado atualmente ultrapassa fronteiras estaduais e nacionais, o que exige uma atuação integrada entre as forças federais e estaduais.

Ele citou como exemplos a apreensão de 24 toneladas de drogas e de 23 mil armas na Paraíba, argumentando que esses produtos chegam ao Estado vindos de outras regiões.

O crime hoje está organizado a ponto de ter estruturas financeiras gigantescas”, afirmou.

João defendeu que o combate às organizações criminosas também atinja suas estruturas financeiras e de corrupção.

Candidato fala sobre violência contra a mulher

Durante a sabatina, João também foi questionado sobre a violência contra a mulher e citou dados segundo os quais 29 milhões de mulheres relatam ter sofrido algum tipo de violência em um período de um ano, conforme o Mapa Nacional da Violência de Gênero.

Para o candidato, o problema exige uma combinação de prevenção, acolhimento e repressão.

João afirmou que a mudança precisa começar na formação das crianças e na educação para o respeito às mulheres.

Ele também destacou a estrutura de delegacias especializadas existente na Paraíba e defendeu ações anteriores à ocorrência de crimes mais graves.

Nesse contexto, citou o programa “Antes que Aconteça”, desenvolvido na Paraíba com participação da senadora Daniela Ribeiro.

Segundo João, a proposta é oferecer às mulheres um espaço de acolhimento com psicólogos, advogados e assistentes sociais, permitindo identificar situações de violência antes que elas evoluam para agressões mais graves ou feminicídio.

O ex-governador afirmou que a violência pode começar com gritos, empurrões e agressões e evoluir progressivamente até casos de feminicídio.

Confira a sabatina na íntegra:

Resumo da Notícia

  • João Azevêdo foi sabatinado pela BandNews FM João Pessoa nesta terça-feira (15).
  • Candidato ao Senado, ele defendeu uma atuação municipalista e voltada aos grandes projetos da Paraíba.
  • Na segurança, propôs um Ministério da Segurança e integração das inteligências policiais.
  • João citou como legado mudanças na distribuição de investimentos e na relação institucional entre os poderes.
  • Sobre violência contra a mulher, defendeu prevenção, acolhimento e repressão, além do programa “Antes que Aconteça”.
publicidade