
O ex-governador da Paraíba e candidato ao Senado João Azevêdo (PSB) afirmou, durante sabatina da BandNews FM João Pessoa, nesta terça-feira (15), que pretende atuar no Senado em defesa de grandes projetos de desenvolvimento do Estado, além de priorizar segurança pública, integração das forças policiais e combate à violência contra a mulher.
Durante a entrevista, João afirmou que pretende manter no Senado a mesma linha de atuação adotada durante os dois mandatos como governador. Segundo ele, a prioridade será uma atuação municipalista e voltada à defesa dos interesses da Paraíba.
Ao explicar por que os paraibanos deveriam votar nele, João Azevêdo afirmou que sua atuação como governador serve como referência para o que pretende fazer no Senado.
Segundo o candidato, ele continuará defendendo os municípios e pretende atuar pela continuidade de projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento do Estado.
Entre os exemplos citados estão o Centro Internacional de Computação Quântica (CIQUANTA) e o Complexo Científico do Sertão.
João afirmou que pretende buscar recursos e apoio para ampliar as iniciativas e criar ambientes de pesquisa capazes de manter jovens profissionais na Paraíba.
Sobre o CIQUANTA, o ex-governador destacou que o projeto prevê a instalação do primeiro computador quântico da América do Sul na Paraíba.
Já o Complexo Científico do Sertão, segundo ele, reúne iniciativas como o Rádio Telescópio Bingo, a Cidade da Astronomia, o Vale dos Dinossauros e o Museu de Arqueologia de Cajazeiras.
A expectativa apresentada por João é que os projetos contribuam para a formação de pesquisadores e para a criação de novas oportunidades profissionais no interior do Estado.
Ao falar sobre os principais legados dos dois mandatos, João Azevêdo destacou mudanças na forma de distribuição de investimentos e na relação institucional entre o Governo do Estado e os municípios.
Segundo ele, uma das práticas que teria sido encerrada foi a concentração de investimentos em cidades com maior número de eleitores.
“Nós enterramos essa prática. Nós enterramos essa praga”, afirmou.
João também declarou que o governo deixou de condicionar investimentos à existência de alinhamento político entre prefeitos e o governador.
Ele afirmou ainda que, ao assumir o Governo da Paraíba, em 2019, encontrou relações institucionais deterioradas entre o Executivo, Legislativo, Judiciário, órgãos de controle e universidades estaduais.
Como outro legado, citou a reconstrução dessas relações e a busca por uma maior harmonia entre os poderes.
Na área da saúde, João afirmou que seu governo conseguiu elevar o nível da saúde pública da Paraíba e destacou o funcionamento do SUS no Estado.
Ele citou ações realizadas pelo governo estadual diante de dificuldades na atenção básica de alguns municípios e afirmou que foram realizadas 300 mil cirurgias eletivas durante sua gestão.

Questionado sobre o combate ao crime organizado, João Azevêdo defendeu a criação de um Ministério da Segurança no Governo Federal.
Segundo ele, também é necessário estabelecer linhas de financiamento com fundos constitucionais para garantir investimentos em segurança pública nos estados.
O candidato defendeu ainda a integração das inteligências das forças de segurança de todo o país, sem mudança na subordinação administrativa das polícias estaduais.
Para João, o crime organizado atualmente ultrapassa fronteiras estaduais e nacionais, o que exige uma atuação integrada entre as forças federais e estaduais.
Ele citou como exemplos a apreensão de 24 toneladas de drogas e de 23 mil armas na Paraíba, argumentando que esses produtos chegam ao Estado vindos de outras regiões.
“O crime hoje está organizado a ponto de ter estruturas financeiras gigantescas”, afirmou.
João defendeu que o combate às organizações criminosas também atinja suas estruturas financeiras e de corrupção.
Durante a sabatina, João também foi questionado sobre a violência contra a mulher e citou dados segundo os quais 29 milhões de mulheres relatam ter sofrido algum tipo de violência em um período de um ano, conforme o Mapa Nacional da Violência de Gênero.
Para o candidato, o problema exige uma combinação de prevenção, acolhimento e repressão.
João afirmou que a mudança precisa começar na formação das crianças e na educação para o respeito às mulheres.
Ele também destacou a estrutura de delegacias especializadas existente na Paraíba e defendeu ações anteriores à ocorrência de crimes mais graves.
Nesse contexto, citou o programa “Antes que Aconteça”, desenvolvido na Paraíba com participação da senadora Daniela Ribeiro.
Segundo João, a proposta é oferecer às mulheres um espaço de acolhimento com psicólogos, advogados e assistentes sociais, permitindo identificar situações de violência antes que elas evoluam para agressões mais graves ou feminicídio.
O ex-governador afirmou que a violência pode começar com gritos, empurrões e agressões e evoluir progressivamente até casos de feminicídio.