
A bolsa brasileira opera em forte alta nesta segunda-feira (5), com o Ibovespa avançando 8,25%, aos 208.263 pontos, perto das 11h. Mais cedo, o principal índice da B3 ultrapassou, pela primeira vez, a marca de 209 mil pontos.
O movimento ocorre após o resultado do primeiro turno das eleições, em meio à reavaliação das expectativas dos investidores sobre o cenário político e fiscal brasileiro. Flávio Bolsonaro (PL) terminou a primeira etapa à frente de Lula (PT), com pouco mais de 47% dos votos válidos.
Com a nova configuração da disputa presidencial, o mercado recalibra suas apostas para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, e avalia os possíveis impactos do resultado sobre a economia brasileira.
O último recorde de fechamento do Ibovespa havia sido registrado em 14 de abril, quando o índice terminou o pregão aos 198 mil pontos.
O impacto do cenário eleitoral também aparece no mercado de câmbio. Perto das 11h, o dólar caía 4,50%, cotado a R$ 4,9810.
Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a registrar mínima de R$ 4,9530.
O Ibovespa é o principal índice da bolsa brasileira e funciona como um termômetro do mercado de ações. O indicador reflete o desempenho de algumas das principais empresas negociadas na B3.
Os preços das ações são influenciados pelas expectativas dos investidores sobre juros, inflação e atividade econômica, além das perspectivas para as empresas e da percepção de risco.
As ações do setor financeiro estão entre os principais destaques do pregão desta segunda-feira.
Perto das 10h50, os papéis do Banco do Brasil subiam 13,20%. As ações da B3 avançavam 27,79%, enquanto os papéis do Bradesco disparavam 12,01%.
Na agenda econômica, investidores acompanham novos dados divulgados no Brasil e nos Estados Unidos.
No Brasil, o relatório Focus, do Banco Central, mostrou que a expectativa dos economistas para a inflação neste ano voltou a ficar acima de 5%.
Essa é a terceira semana consecutiva de aumento na projeção para a inflação.
O mercado também espera mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.
Já a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,86% para 1,85%.