
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, evitou confirmar se houve interferência do Partido dos Trabalhadores (PT) ou do presidente Lula na escolha de sua mãe, Lígia Feliciano como vice de Lucas Ribeiro (PP). Em entrevista nesta sexta-feira (14), ele reforçou o histórico de alinhamento político da família com o presidente.
A declaração foi dada ao programa Paraíba Verdade, da Arapuan FM 95.3, após o ministro ser questionado sobre uma possível participação do PT nas articulações que levaram à escolha de Lígia.
Lígia Feliciano foi anunciada na terça-feira (11) como candidata a vice-governadora na chapa de Lucas Ribeiro à reeleição.
Questionado diretamente sobre uma eventual interferência petista na definição, Gustavo afirmou inicialmente que não acompanhou as negociações porque estava em Brasília.
“Eu, sinceramente, não acompanhei. Eu estava em Brasília o tempo inteiro.”
Apesar de não confirmar uma participação direta de Lula ou do PT na escolha, Gustavo Feliciano destacou que existe uma relação política antiga da família com o projeto liderado pelo presidente.
“Nós temos uma história de fidelidade, não só ao PT, mas ao projeto do presidente Lula.”
O ministro citou o deputado federal Damião Feliciano, seu pai, e Lígia ao falar dessa proximidade política.
Segundo Gustavo, Damião mantém alinhamento com o campo de centro-esquerda liderado por Lula, enquanto Lígia também possui uma trajetória ligada a esse grupo político.
“Esse alinhamento sempre existiu, ele não é de agora. Nós temos esse alinhamento desde sempre.”
Gustavo também utilizou sua presença no Governo Federal como exemplo dessa relação.
Ele assumiu o Ministério do Turismo em dezembro de 2025, após ser nomeado pelo presidente Lula.
“A prova disso é que eu sou ministro do presidente e, com muito orgulho, posso ver as transformações que o presidente fez.”

Durante a entrevista, os apresentadores insistiram sobre uma possível participação do presidente na composição estadual.
Gustavo, no entanto, não confirmou que Lula tenha interferido diretamente na indicação de Lígia.
Ele voltou a afirmar que a proximidade política entre sua família e o presidente já existia antes da definição eleitoral.
“Desde sempre houve um alinhamento. Nós somos alinhados com o presidente desde sempre.”
A escolha de Lígia para a vice também reforçou a participação do União Brasil na chapa encabeçada por Lucas Ribeiro. O partido integra a federação com o Progressistas.

A definição ocorreu depois de diferentes nomes circularem nas articulações para completar a chapa.
Com o anúncio, Lígia voltou a disputar o cargo de vice-governadora. Ela já exerceu a função entre 2015 e 2022, durante as gestões de Ricardo Coutinho e João Azevêdo.
A escolha também provocou repercussões dentro da base. O PDT anunciou posteriormente o rompimento com Lucas Ribeiro, afirmando que esperava participação no processo de definição da vice.