sexta-feira, 18 de setembro de 2026
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Greve dos Correios tem dissídio julgado na segunda-feira
Trabalhadores contestam mudanças no plano de saúde e cobram reajuste salarial, enquanto empresa afirma manter serviços.
18 de setembro de 2026 09:58
Thyago Lúcio - Portal Arapuan Reprodução
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Greve dos empregados dos Correios ultrapassou uma semana em todo o país. Foto: Reprodução

A greve dos empregados dos Correios ultrapassou uma semana em todo o país e terá um novo capítulo na segunda-feira (21), quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizará o julgamento do dissídio coletivo. A sessão está marcada para as 13h30.

O principal impasse entre trabalhadores e empresa envolve o plano de saúde CorreiosSaúde. A categoria contesta a intenção dos Correios de deixar a condição de mantenedora e passar à de patrocinadora do plano.

Segundo os trabalhadores, a mudança pode aumentar os custos e as mensalidades para empregados, aposentados e dependentes, além de resultar em perda de direitos trabalhistas.

Reivindicações dos trabalhadores

Os sindicatos rejeitaram a proposta inicial apresentada pela direção dos Correios, que previa reajuste salarial de 0,87%.

A categoria reivindica uma recomposição salarial compatível com a inflação acumulada, além de ganho real, argumentando que o percentual oferecido ficou abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Entre as demais reivindicações estão:

  • Retorno do adicional tradicional de 70% sobre as férias;
  • Retomada do pagamento de 200% pelo repouso ou feriado trabalhado;
  • Manutenção de gratificações específicas;
  • Manutenção da gratificação de motoristas;
  • Manutenção da gratificação por quebra de caixa;
  • Manutenção do vale extra de Natal.

Os trabalhadores também são contrários à proposta da empresa de extinguir algumas dessas gratificações.

TST determina manutenção de 80% do efetivo

Ao analisar a legalidade da greve, o TST determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade dos Correios.

O presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, considerou a essencialidade dos serviços prestados pela empresa e o impacto da paralisação durante o período eleitoral de 2026.

Federação critica postura dos Correios

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que considera difícil aceitar que outros assuntos ganhem destaque enquanto a categoria aguarda uma iniciativa para retomar as negociações.

Em nota, a entidade criticou a divulgação de informações sobre novos uniformes, tamanhos, tecidos e procedimentos de entrega durante a paralisação.

Segundo a federação, essas aquisições são relevantes, mas estariam sendo realizadas em um momento considerado inoportuno pela categoria.

Correios dizem que serviços continuam

Em nota, os Correios afirmaram que mantêm os serviços em todo o país e adotam medidas para reduzir eventuais impactos da paralisação, que, segundo a empresa, tem adesão parcial dos empregados.

Entre as medidas citadas estão a mobilização de funcionários administrativos para auxiliar as atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

A empresa orienta os clientes a acompanharem o rastreamento das encomendas pelo site ou aplicativo e aguardarem a entrega no endereço informado.

Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, pelo chat ou pelo serviço Fale Conosco disponível no portal dos Correios.

Resumo da Notícia

  • A greve dos Correios ultrapassou uma semana em todo o país.
  • O TST julga o dissídio coletivo na segunda-feira (21), às 13h30.
  • O plano de saúde é um dos principais pontos de impasse.
  • Trabalhadores rejeitaram proposta de reajuste de 0,87% e apresentaram outras reivindicações.
  • O TST determinou a manutenção de 80% do efetivo em cada unidade durante a paralisação.
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