domingo, 23 de agosto de 2026
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Governo amplia financiamento do Move Brasil para veículos
Novo teto amplia de R$ 150 mil para R$ 200 mil o valor dos veículos financiados e inclui novas configurações de modelos híbridos no programa
20 de agosto de 2026 17:01
Redação
Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

O governo federal ampliou o limite de financiamento do Programa Move Brasil, Táxi e Aplicativos para a compra de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativo. O teto passou de R$ 150 mil para R$ 200 mil.

A mudança foi oficializada por meio de portaria conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU).

Com o novo limite, o governo estima que o critério econômico do programa passe a abranger cerca de 88% do mercado brasileiro de veículos, contra aproximadamente 63% anteriormente, com base nos emplacamentos registrados pela Fenabrave em 2025.

Mais modelos híbridos

A portaria também ampliou as opções de veículos híbridos elegíveis ao programa. Agora, podem ser contemplados modelos que combinam motor elétrico com motores a combustão movidos a álcool, gasolina ou uma combinação de álcool e gasolina.

Segundo dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) de 2026, veículos híbridos podem apresentar redução média próxima de 24% no consumo energético em relação a versões convencionais equivalentes.

Programa prevê R$ 30 bilhões em crédito

Em vigor desde 27 de julho, o Move Brasil prevê até R$ 30 bilhões em crédito para a aquisição de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativo.

A ampliação ocorre enquanto o governo avalia medidas para aumentar a participação dos bancos privados nas operações de financiamento.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal têm demonstrado maior disposição para conceder os financiamentos, enquanto as instituições privadas apresentam menor participação.

O governo considera que a adesão ao programa está abaixo da expectativa inicial e estuda alternativas para ampliar o interesse dos bancos e aumentar o número de financiamentos.

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