
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou ter viajado em um jato particular ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ao retornar da Flórida, nos Estados Unidos, em janeiro de 2025.
Segundo Flávio, na época, a aeronave pertencia ao advogado e empresário Willer Tomaz, que também estava entre os passageiros do voo.
Em uma publicação nas redes sociais, o candidato afirmou:
“Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes.”
A declaração foi feita em resposta a uma reportagem publicada pela revista piauí. Segundo a publicação, a empresa Prime You, que tinha Vorcaro entre os sócios, possuía uma das três cotas da aeronave na data da viagem.
De acordo com a piauí, Flávio viajou acompanhado da esposa, a cirurgiã-dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das duas filhas do casal.
O advogado Willer Tomaz também estava no voo e confirmou à revista ser proprietário de uma das três cotas da aeronave.
O avião era um Legacy 650, operado pela Prime You. Segundo a reportagem, a mesma aeronave foi utilizada posteriormente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Willer Tomaz é advogado e empresário e mantém relação de amizade com Flávio Bolsonaro. Em março de 2025, os dois foram fotografados juntos durante uma viagem à África do Sul, ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA).
Tomaz é investigado no caso envolvendo suspeitas de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A investigação veio a público em abril de 2025.
A viagem de janeiro de 2025 ocorreu em meio às negociações para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo reportagem da piauí, após retornar ao Brasil, Flávio teria cobrado interlocutores para acelerar a liberação dos recursos destinados ao projeto.