quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Defesa de Bolsonaro reforça pedido de prisão domiciliar ao STF
Advogados citam não indiciamento no caso da arma e condições de saúde do ex-presidente para pedir manutenção do benefício.
3 de julho de 2026 15:43
Redação com informações da Agência Brasil
Estátua do STF – (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo)

A defesa de Jair Bolsonaro reforçou, nesta sexta-feira (3), o pedido enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-presidente permaneça em prisão domiciliar. A manifestação foi protocolada junto ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e argumenta que Bolsonaro não cometeu falta disciplinar grave no episódio da apreensão de uma arma com um de seus seguranças particulares.

Polícia Civil não indiciou o ex-presidente

Os advogados citaram a decisão da Polícia Civil do Distrito Federal, que não indiciou Bolsonaro no caso da arma apreendida. De acordo com a corporação, o armamento está legalizado, e o ex-presidente não cometeu nenhum crime. Além disso, a defesa afirmou que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma.

Segundo os advogados, os novos elementos “apenas reforçam as razões já deduzidas” pela defesa em manifestação anterior, relacionadas à regularidade do registro da arma e à excepcionalidade da situação analisada pelo STF.

Saúde de Bolsonaro é usada como argumento

A defesa também recorreu às condições de saúde do ex-presidente para sustentar o pedido de continuidade da prisão domiciliar. Os advogados solicitaram que seja definitivamente afastada qualquer possibilidade de falta grave, com base também na manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Relembre o caso

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. Posteriormente, após passar por uma cirurgia, ele obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias — período em que se recupera de uma pneumonia bacteriana.

O prazo de 90 dias teve início em 27 de março e terminou em 25 de maio. Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se a prisão domiciliar será renovada ou se Bolsonaro deverá retornar ao presídio da Papudinha, em Brasília.

Resumo da Notícia

  • Defesa de Bolsonaro pede ao STF a manutenção da prisão domiciliar.
  • Polícia Civil do DF não indiciou o ex-presidente no caso da arma apreendida.
  • Arma está legalizada e Bolsonaro não tem interesse em recuperá-la.
  • Defesa cita condições de saúde (recuperação de pneumonia bacteriana) como argumento.
  • Decisão final cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que definirá se Bolsonaro volta à Papudinha.
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