domingo, 23 de agosto de 2026
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Comissão da Câmara aprova circulação de animais em condomínios
Atualmente, o Código Civil garante ao condômino o direito de utilizar as áreas comuns, mas não estabelece uma regra específica sobre a circulação de animais nesses espaços
16 de agosto de 2026 10:24
Redação
Norma altera o Código Civil, que não estabelece regra específica sobre o tema – (Foto: Marcel Ávila/Prefeitura de Pelotas-RS)

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1711/25, que altera o Código Civil para garantir a circulação de animais domésticos nas áreas comuns de condomínios, desde que estejam sob responsabilidade de um cuidador.

O texto impede que regras condominiais proíbam a presença dos animais nas áreas comuns, incluindo elevadores de serviço e escadas.

A comissão aprovou o parecer favorável do relator, deputado Chico Alencar (Psol-RJ), ao projeto apresentado pelo deputado Célio Studart (PSD-CE).

Segundo o relator, a proposta busca impedir proibições consideradas arbitrárias e contribuir para a redução de conflitos entre moradores.

Chico Alencar afirmou que a medida não fragiliza os direitos de terceiros, já que mantém a possibilidade de administração das áreas comuns para garantir segurança, higiene e sossego.

Atualmente, o Código Civil garante ao condômino o direito de utilizar as áreas comuns, mas não estabelece uma regra específica sobre a circulação de animais nesses espaços.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para se tornar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Resumo da notícia

  • Comissão da Câmara aprovou o PL 1711/25, que permite a circulação de animais domésticos em áreas comuns de condomínios.
  • Elevadores de serviço e escadas também não poderão ter a circulação dos animais proibida pelas normas condominiais.
  • Os animais deverão estar sob responsabilidade de um cuidador.
  • O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
  • Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
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