
Motoristas cadastrados no programa Move Brasil, voltado para taxistas e motoristas de aplicativos, agora podem financiar veículos de até R$ 200 mil, considerando o valor da nota fiscal. O limite anterior era de R$ 150 mil.
A mudança foi divulgada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nesta quinta-feira (3) e está em vigor desde terça-feira (1º), após autorização por meio de portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Fazenda.
As novas medidas têm como objetivo impulsionar o programa, que apresentou baixa adesão até o momento.
As taxas de juros foram mantidas em até 11,5% ao ano para mulheres e em até 12,6% ao ano para os demais motoristas e cooperativas. Os percentuais já incluem a remuneração do BNDES e o spread dos agentes financeiros.
Outra mudança foi a ampliação do prazo para pagamento. O financiamento agora pode ser feito em até 84 meses, com possibilidade de carência de até seis meses.
A participação do BNDES pode chegar a 100% dos itens financiáveis. No entanto, o percentual efetivamente financiado será definido pela instituição financeira responsável pelo repasse do crédito.
De acordo com o BNDES, uma estimativa baseada nos dados de emplacamentos de 2025 da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) indica que a parcela das vendas de automóveis enquadrada exclusivamente pelo limite de preço poderia passar de aproximadamente 63% para 88%.
O banco ressalta que a estimativa não representa uma projeção de operações e não substitui os demais critérios de elegibilidade do programa.
Para ter acesso ao crédito, motoristas de aplicativo, taxistas e cooperativas precisam se cadastrar na plataforma Move Brasil. Depois da habilitação, é necessário procurar uma concessionária ou instituição financeira credenciada para solicitar o financiamento.
A portaria também alterou os critérios de enquadramento para veículos híbridos. Segundo o BNDES, agora são considerados todos os modelos que combinam motor elétrico e motor a combustão interna movido a etanol, gasolina ou ambos.
A diretora de Crédito Digital para MPMEs do BNDES, Maria Fernanda Coelho, explicou que os critérios foram revisados para ampliar o enquadramento dos veículos híbridos.
Um levantamento baseado no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular de 2026 apontou que os híbridos considerados apresentam consumo energético médio cerca de 24% menor em comparação com versões convencionais equivalentes, segundo o BNDES.