domingo, 20 de setembro de 2026
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Apresentadora é condenada à morte por tráfico de drogas
Sarah Khalifa nega as acusações, e defesa prepara recurso contra a decisão
8 de setembro de 2026 15:27
Redação - Band.com
Foto: Reprodução/Instagram

A apresentadora e produtora egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por enforcamento por um tribunal criminal do Cairo. A sentença foi anunciada em 5 de setembro e também atingiu outros 11 réus, segundo o portal Al Jazeera.

Sarah foi, de fato, condenada pela Justiça egípcia. A decisão, entretanto, ainda não é definitiva, admite recurso e não significa que a execução ocorrerá imediatamente, conforme explica o Ahram Online.

O tribunal considerou a apresentadora e os demais réus culpados pela formação de uma organização criminosa dedicada à obtenção de materiais utilizados na fabricação de drogas sintéticas, com a intenção de comercializar os entorpecentes. O grupo também foi condenado por posse de armas e munições sem autorização.

De acordo com o Ahram Online, durante a investigação, as autoridades apreenderam mais de 750 quilos de drogas e matérias-primas em locais ligados ao processo. Dois imóveis teriam sido utilizados como laboratórios clandestinos, e a acusação apresentou depoimentos, mensagens, fotografias e vídeos como provas.

Ao todo, o processo envolveu 28 réus. Além das 12 pessoas condenadas à morte, outras nove receberam prisão perpétua e sete foram absolvidas. O tribunal também aplicou multa de 500 mil libras egípcias aos condenados e determinou o confisco do material apreendido.

Sarah foi presa em abril de 2025. Conhecida por apresentar o programa policial “Mission Impossible”, ela também mantém negócios nos setores de estética e eventos, segundo a revista norte-americana Entertainment Weekly.

A apresentadora nega participação na organização criminosa e afirma que não tinha conhecimento das drogas. Imagens nas quais ela aparece chorando e tentando se defender durante o julgamento repercutiram nas redes sociais.

Defesa recorrerá da condenação

segundo o jornal egípcio Youm7, o advogado Mohamed El-Gendy anunciou que recorrerá da sentença e afirmou acreditar que a pena será anulada durante a apelação. Até 8 de setembro, não havia sido divulgado resultado de recurso ou data para um novo julgamento.

O processo ainda poderá chegar à Corte de Cassação, que pode manter ou reduzir a pena, anular a condenação ou determinar um novo julgamento caso identifique problemas jurídicos ou processuais.

Antes de ser anunciada, a sentença passou pela análise do Grande Mufti do Egito, autoridade religiosa consultada obrigatoriamente em processos que podem resultar em pena capital. O parecer integra o procedimento legal do país, mas não impede que a defesa recorra da decisão.

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