sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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Alcolumbre diz que fim da escala 6×1 será votado após as eleições
Proposta aprovada na CCJ prevê jornada de 40 horas semanais, dois dias de descanso e manutenção dos salários; texto ainda depende de aprovação pelo Plenário.
4 de setembro de 2026 06:39
Thyago Lúcio - Portal Arapuan Saulo Cruz/Agência Senado
Parlamentares discutem mudanças na organização do trabalho e seus impactos. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou nessa quinta-feira (3) que a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1 será votada depois das eleições.

Segundo o senador, a análise pelo Plenário ocorrerá ainda em 2026.

O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.

Proposta garante dois dias de descanso

A PEC estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, substituindo o modelo de seis dias de trabalho e apenas um de folga.

Entre as principais mudanças previstas estão:

  • Jornada máxima de 40 horas semanais;
  • Dois dias de descanso remunerado por semana;
  • Manutenção integral dos salários.

A aprovação na comissão não coloca as mudanças em vigor. O texto ainda depende da votação no Plenário do Senado.

Conforme a Agência Senado, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos para aprovar a proposta.

Defensores destacam qualidade de vida

Os defensores da medida argumentam que a ampliação do descanso pode contribuir para a saúde mental, o bem-estar e o convívio familiar dos trabalhadores.

Para esse grupo, a rotina com apenas uma folga semanal limita o tempo disponível para cuidados pessoais e atividades fora do trabalho.

A proposta permanece em discussão no Senado, onde os parlamentares avaliam seu conteúdo e possíveis alterações antes da deliberação em Plenário.

Resumo da Notícia

  • Alcolumbre afirmou que a votação ocorrerá depois das eleições.
  • A previsão anunciada é de análise ainda em 2026.
  • A PEC já foi aprovada pela CCJ do Senado.
  • O texto prevê 40 horas semanais e dois dias de descanso, sem redução salarial.
  • A aprovação no Plenário exige 49 votos favoráveis em dois turnos.
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