
O candidato à reeleição ao Senado pela Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), participou nesta quarta-feira (16) da sabatina da BandNews FM João Pessoa. Durante a entrevista, ele falou sobre a substituição de Janine Lucena na suplência, defendeu o fim da escala 6×1 e comentou a política de valorização do salário mínimo. Assista a sabtina na íntegra abaixo.
A rodada de entrevistas com candidatos ao Senado é promovida pelo Sistema Arapuan de Comunicação. Veneziano foi o terceiro entrevistado, após Nabor Wanderley (Republicanos) e João Azevêdo (PSB).
Questionado sobre a decisão da Justiça Eleitoral que impediu a candidatura de Janine Lucena à primeira suplência, Veneziano afirmou que as decisões judiciais precisam ser respeitadas, mas classificou o caso como injusto.
“A máxima de termos que respeitar as decisões judiciais prevalece. Não deixa de poder ser qualquer decisão questionável, assim como foi questionável.”
O candidato também afirmou que considera a decisão “inusitada” e “exorbitante” e disse acreditar que a situação ainda será revista.
“Você que não tem condenação alguma, que ainda vai se defender de um questionamento, estará sendo retirado simplesmente do processo eleitoral sem culpa comprovada. Isso não pode”, declarou.
O TRE-PB indeferiu por unanimidade, no dia 11 de setembro, o registro de Janine, após ação apresentada pela Procuradoria Regional Eleitoral. A defesa contestou a decisão e afirmou que ela não possui condenação nos processos citados.
Janine renunciou à candidatura à primeira suplência no dia 14 de setembro e indicou o irmão, Matheus Lucena (PDT), para ocupar a vaga. O pedido de substituição agora depende da análise da Justiça Eleitoral.
Veneziano afirmou que a substituição ocorreu em razão dos prazos eleitorais e disse que a indicação de Matheus partiu de Janine e do grupo político.
“Com muita tristeza, nós tivemos que fazer a substituição e a sugestão que foi feita pela própria Janine, pelo próprio grupo político de João Pessoa, do próprio governador, nosso governador Cícero Lucena, recaiu sobre Mateus”, afirmou.
Ao ser questionado sobre os motivos para receber novamente o voto dos paraibanos, Veneziano afirmou que cabe ao eleitor analisar sua atuação no Senado.
“Não é dever votar. Eu penso que a Paraíba pode e haverá de fazer um juízo de valor sobre aquilo que o Veneziano Vital do Rêgo fez enquanto senador da República”, declarou.
O candidato afirmou que sua condição de atual senador permite apresentar uma prestação de contas do mandato.
“Eu estou aqui dizendo: olha, em 2018, meus amigos, vocês acreditaram quando eu pedi esse voto de confiança. Fiz as exposições devidas, apresentei o que pretendia fazer no Senado da República. E agora eu estou trazendo para análise de vocês, cuidadosa, equilibrada, racional, portanto não emocional, o que foi feito.”
Durante a resposta, Veneziano citou recursos destinados a João Pessoa e afirmou ter articulado mais de R$ 205 milhões em investimentos para a Capital.
Segundo ele, os recursos incluem ações na área da saúde, R$ 8 milhões para a contenção da barreira do Castelo Branco e R$ 3 milhões para o Parque Paraíba, além de verbas para custeio e aquisição de equipamentos hospitalares.
“Eu peço exatamente porque, de fato, cumpri com as minhas obrigações enquanto senador”, afirmou.
Sobre o debate em torno do fim da escala 6×1, Veneziano declarou ser favorável à mudança.
“Não há dúvida de que ajudará. Não podemos aqui desconhecer as boas e extraordinárias consequências que estarão sendo vivenciadas pelo trabalhador quando terá ele ou terá ela a oportunidade de mais um dia”, disse.
Segundo o candidato, o segundo dia poderia ser utilizado para descanso, lazer, cuidados com os filhos e outras atividades.
“Esse dia será um dia a mais que o trabalhador e que a trabalhadora terá para, inclusive, melhorar a sua saúde mental, melhorar a sua saúde física”, afirmou.
Veneziano também declarou que experiências de outros países demonstrariam que a redução da jornada não necessariamente provocaria queda na produção.
“Um trabalhador, uma trabalhadora em condições melhores físicas, em condições melhores emocionais, por ter tido um dia a mais para qualquer opção que venha a fazê-lo, produz muito melhor”, afirmou.
Ele ainda comparou a discussão com mudanças anteriores nas relações de trabalho, citando direitos como 13º salário e férias.
Questionado sobre a política de valorização do salário mínimo, Veneziano atribuiu a retomada da medida ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Ela existe graças a Deus, uma das grandes conquistas que nós tivemos com o retorno do presidente Lula ao Palácio do Planalto”, declarou.
Segundo Veneziano, a política garante ao trabalhador assalariado um ganho real em relação à inflação.
“Hoje você passa a ter um trabalhador, um cidadão que é assalariado, com a segurança de saber que o seu salário não está sendo corroído pela inflação”, afirmou.
O candidato também defendeu que a política de reajustes seja acompanhada pelo ajuste fiscal.
“Não podemos desconhecer, também, que estamos através dessa política de reajustes salariais sem perdas, mantendo o ajuste fiscal, acompanhando cada movimento em relação a estas sugestões, mas garantindo acima de tudo que o assalariado, que o trabalhador, tenha um ganho real comparado ao percentual inflacionário do ano”, declarou.