
O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), afirmou, nesta quinta-feira (17), que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante discurso de campanha em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, Renan classificou a medida como “ilegal”, “criminosa” e uma suposta “compra de voto”. As declarações foram feitas durante agenda eleitoral do candidato na cidade.
Ao criticar o reajuste, Renan afirmou que Lula não poderia aumentar o benefício durante o período eleitoral.
“O Lula aumentou em coisa de 100 reais o Bolsa Família. Isto é ilegal, estou ingressando com uma ação no TSE. Você não pode aumentar benefício social na época do período eleitoral. O que o Lula está fazendo é criminoso, é compra de voto”, declarou aos apoiadores.
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo do benefício passa de R$ 600 para R$ 691. O pagamento dos novos valores está previsto para começar em 19 de outubro.
O benefício médio também será reajustado. O valor, que atualmente fica em torno de R$ 675, passará para aproximadamente R$ 777, segundo as informações divulgadas sobre a medida.
Segundo o governo, a atualização representa uma reposição da inflação acumulada desde o início da atual gestão, em 2023, até agosto deste ano. O impacto estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026.
A manifestação de Renan ocorreu durante uma agenda de campanha no Sul do país. O candidato chegou a Chapecó por volta das 11h, vindo em um ônibus que integra uma caravana eleitoral que percorre cidades das regiões Sul e Sudeste.
Na ocasião, Renan voltou a criticar a condução do governo Lula e afirmou que pretende levar à Justiça Eleitoral a discussão sobre o reajuste do Bolsa Família.
Caso a ação seja efetivamente protocolada, o TSE deverá analisar os argumentos apresentados e a legislação aplicável à medida. Até o momento, a declaração de Renan representa o anúncio de uma iniciativa judicial, e não uma decisão da Justiça Eleitoral sobre a legalidade do reajuste.