
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) adiou, nesta segunda-feira (21), o julgamento do dissídio coletivo da greve dos Correios. A análise foi remarcada para a próxima quinta-feira (24), às 15h30.
O adiamento foi determinado pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho. Segundo ele, os documentos apresentados pelos Correios para justificar a alegação de abusividade da greve foram incluídos no processo na noite da última sexta-feira (18), e a parte contrária não teve tempo suficiente para analisá-los.
Com isso, o ministro concedeu 48 horas para que as federações que representam os trabalhadores se manifestem sobre os documentos apresentados pela empresa.
“Nós estaríamos aqui em desapreço ao devido processo legal porque estaríamos fundamentando uma decisão em documentos não examinados pela parte contrária. Eu acho isso temerário”, afirmou Vieira de Mello Filho.
Durante a sessão, o ministro Ives Gandra Martins Filho propôs que a greve fosse suspensa, já que o julgamento no TST havia sido iniciado.
Vieira de Mello Filho, no entanto, afirmou que não pediria a suspensão aos sindicatos antes que os documentos apresentados pelos Correios fossem analisados pelas entidades que representam os trabalhadores.
Os trabalhadores dos Correios estão em greve nacional desde 10 de setembro.
A paralisação começou depois que a empresa e os trabalhadores não chegaram a um acordo durante as negociações.