
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) criticou a postura dos deputados federais Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, ambos do PL, após provocações contra os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Simone Tebet (PSB-SP) nos bastidores do debate presidencial promovido pela Band, no domingo (18).
Os parlamentares foram vistos filmando e abordando os ex-ministros, com provocações e ironias sobre derrotas eleitorais nas disputas pelo governo e pelo Senado de São Paulo, respectivamente. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Tabata classificou o comportamento como inadequado para representantes eleitos.
“Vocês querem mesmo que eu acredite que esse é o futuro da política brasileira? Isso é atitude de marginal, de moleque. Tomem vergonha na cara de vocês”, declarou.
A deputada também criticou o uso de recursos públicos para remunerar parlamentares que, segundo ela, estariam mais preocupados em provocar adversários do que em apresentar propostas.
Durante o episódio, Lucas Pavanato chamou Fernando Haddad de “Taxad” e “demitido” e deu tapinhas no rosto do ex-ministro da Fazenda. Já Nikolas Ferreira se referiu a Haddad e Simone Tebet como “desempregados”, provocando tumulto nos corredores do evento.
Tabata também direcionou críticas ao empresário e coach Pablo Marçal, que passou a atuar na coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro após ter a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Desempregados? Vejam só a ironia. Essas pessoas não têm um único resultado real pra mostrar ao país. E estão aqui atacando professores e gestores com décadas de serviço sério prestados ao nosso Brasil”, afirmou a deputada.
Na avaliação de Tabata Amaral, as provocações nos bastidores do debate fazem parte de uma estratégia para desviar a atenção de questionamentos envolvendo Flávio Bolsonaro.
A deputada citou, especialmente, as relações do senador com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e os recursos destinados ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Mas não se enganem não, tá? Que isso não é só infantilidade. Essa palhaçada tem método”, afirmou Tabata, ao mencionar a atuação de Pablo Marçal nos bastidores do evento.
Segundo a parlamentar, as provocações nos corredores, as encenações diante das câmeras e as atitudes durante o debate teriam como objetivo tirar o foco das questões direcionadas ao candidato do PL.
“O esquema de distração deles é muito claro. Um deputado provoca no corredor, o outro faz careta no fundo do estúdio. O candidato faz teatrinho com caneta na mão. Fique em cima do adversário feito encosto”, declarou.
Ao concluir a crítica, Tabata afirmou que Flávio Bolsonaro estaria evitando responder a questionamentos sobre os valores relacionados a Daniel Vorcaro.