quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Saiba os riscos da automedicação para a saúde
Mesmo medicamentos de uso frequente, como analgésicos, anti-inflamatórios, antiácidos e antibióticos, podem causar complicações quando utilizados de forma inadequada
3 de julho de 2026 13:05
Redação
Médicos fazem alerta para perigos da automedicação (Foto: Reprodução / Freepik )

A automedicação continua sendo um hábito comum entre os brasileiros, mas especialistas em saúde alertam que a prática pode trazer sérios riscos ao organismo. O uso de medicamentos sem prescrição médica pode provocar reações adversas, intoxicações, mascarar doenças e comprometer o tratamento de problemas de saúde mais graves.

Mesmo medicamentos de uso frequente, como analgésicos, anti-inflamatórios, antiácidos e antibióticos, podem causar complicações quando utilizados de forma inadequada.

Segundo a gastro-hepatologista Amanda de Oliveira, médica cooperada da Unimed João Pessoa, nenhum medicamento é totalmente isento de riscos.

“É importante estar atento e não fazer uso de medicamentos sem prescrição médica. Caso isso aconteça, o paciente pode apresentar reações adversas, toxicidade grave e até adquirir resistência”, alerta.

Quais são os principais riscos da automedicação?

Especialistas explicam que o uso de medicamentos sem avaliação médica pode causar diversos problemas de saúde, entre eles:

⚠️ RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO:

🔴 Mascara sintomas
Dificulta o diagnóstico correto

🔴 Reações alérgicas
Pode causar intoxicações

🔴 Interações medicamentosas
Altera o efeito dos remédios

🔴 Danos ao fígado e rins
Compromete órgãos vitais

🔴 Resistência bacteriana
Uso errado de antibióticos

🔴 Dependência e overdose
Risco em medicamentos contínuos

Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) mostram que cerca de 30 mil internações por intoxicação são registradas todos os anos no Brasil.

Analgésicos e anti-inflamatórios estão entre os medicamentos mais usados

De acordo com Amanda de Oliveira, os medicamentos mais utilizados sem orientação médica são justamente aqueles de fácil acesso à população, principalmente analgésicos e anti-inflamatórios.

Segundo a especialista, quadros como gripe, resfriados e doenças osteomusculares estão entre os principais responsáveis pela prática da automedicação.

Mesmo medicamentos considerados comuns podem causar complicações quando usados de forma inadequada:

  • Paracetamol, dipirona e ibuprofeno: o uso excessivo pode provocar danos ao fígado e aos rins;
  • Anti-inflamatórios: o uso prolongado aumenta o risco de úlceras, sangramentos e agravamento da hipertensão arterial;
  • Sedativos e medicamentos para dormir: podem causar dependência, perda de memória, sonolência excessiva e aumentar o risco de quedas, principalmente entre idosos.

Uso inadequado de antibióticos favorece o surgimento de superbactérias

O uso indiscriminado de antibióticos é uma das maiores preocupações dos profissionais de saúde.

Além de não serem eficazes contra doenças virais, como gripe e resfriado, esses medicamentos podem contribuir para o desenvolvimento de bactérias resistentes, dificultando tratamentos futuros.

“O uso indiscriminado de antibióticos pode prejudicar a eficácia dos tratamentos para infecções bacterianas e, principalmente, selecionar superbactérias, tornando outras infecções ainda mais graves”, explica Amanda de Oliveira.

População deve consultar orientação médica antes de usar algum medicamento (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Interações medicamentosas também representam perigo

Outro fator de risco apontado pelos especialistas são as interações medicamentosas, quando um medicamento altera o efeito de outro.

Segundo Amanda de Oliveira, isso pode acontecer inclusive com produtos naturais.

“Um exemplo comum é a mistura de fitoterápicos, os chamados remédios naturais, com outros medicamentos, alimentos ou bebidas. Essa interação pode reduzir o efeito do tratamento ou potencializá-lo, aumentando o risco de reações adversas”, destaca.

Cada organismo reage de forma diferente

Especialistas também alertam para outro erro frequente: utilizar um medicamento porque ele fez efeito em outra pessoa.

Cada organismo possui características próprias, e um remédio considerado seguro para um paciente pode representar riscos para outro, especialmente quando não há avaliação clínica.

Orientação médica é a forma mais segura de evitar complicações

Embora recorrer a um medicamento por conta própria pareça uma solução rápida para aliviar sintomas, especialistas reforçam que essa prática pode trazer consequências silenciosas e comprometer a saúde a curto e longo prazo.

A recomendação é procurar atendimento médico antes de iniciar qualquer tratamento, garantindo um diagnóstico correto e o uso seguro dos medicamentos.

“Tomar um remédio por conta própria pode parecer algo simples, mas essa decisão pode gerar consequências graves. A orientação médica continua sendo a forma mais segura de prevenir complicações e garantir um tratamento eficaz”, reforçam os especialistas.

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