quinta-feira, 9 de julho de 2026
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Saiba como se prevenir dos riscos do caramujo africano
Aumento das chuvas e da umidade cria condições ideais para a reprodução e deslocamento dos caramujos
4 de julho de 2026 14:33
Redação

A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS-JP), por meio da Gerência de Vigilância Ambiental (GVAM), emitiu um alerta à população sobre os cuidados necessários com o caramujo africano (Achatina fulica), que costuma se proliferar com mais intensidade durante o período chuvoso e nos meses mais quentes do ano.

O animal é considerado um potencial hospedeiro de parasitas que podem transmitir doenças graves, como a meningite eosinofílica, o que exige atenção redobrada da população.

Período chuvoso favorece proliferação do caramujo

De acordo com a Vigilância Ambiental, o aumento das chuvas e da umidade cria condições ideais para a reprodução e deslocamento dos caramujos.

Com hábitos noturnos, eles se tornam mais ativos durante a noite ou logo após as chuvas, saindo de locais como entulhos, folhas acumuladas e terrenos baldios, podendo invadir quintais e jardins em áreas urbanas.

População deve evitar contato direto e seguir protocolo de segurança

A gerente de Vigilância Ambiental de João Pessoa, Juliana Trigo, reforça que não deve haver manipulação direta dos animais sem proteção adequada.

Segundo ela, o procedimento correto inclui o uso de luvas descartáveis ou sacos plásticos para coleta dos caramujos. Em seguida, os animais devem ser colocados em um recipiente com água e substâncias como sabão em pó, detergente ou água sanitária.

Após 24 horas, o conteúdo deve ser descartado em sacos plásticos fechados no lixo comum.

Uso de sal é proibido e pode causar danos ambientais

A SMS-JP alerta que o uso de sal para eliminar os caramujos não é recomendado.

Além de não eliminar os ovos, a prática pode contaminar o solo e causar impactos ambientais. A orientação também inclui a limpeza frequente de quintais, com remoção de entulhos, telhas, madeiras e lixo acumulado, que servem de abrigo para os animais.

Doenças associadas ao caramujo africano

Entre as principais doenças relacionadas ao caramujo africano estão:

  • Meningite eosinofílica: causada pela migração do parasita para o sistema nervoso central, podendo provocar dor de cabeça intensa, febre e rigidez na nuca;
  • Angiostrongilíase abdominal: quando o parasita atinge os vasos sanguíneos do intestino, causando dores abdominais fortes, vômitos e possíveis complicações como obstrução intestinal.

Orientação em caso de contato

A Vigilância Ambiental orienta que, em caso de contato direto ou manipulação inadequada do caramujo, a pessoa procure imediatamente uma Unidade de Saúde da Família (USF) ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Nos serviços de saúde, os profissionais avaliam o caso e adotam os procedimentos necessários conforme o relato do paciente.

Canais de atendimento da Vigilância Ambiental

Durante o período chuvoso, a GVAM reforça o atendimento à população para esclarecimentos e orientações sobre o manejo correto dos caramujos.

Em caso de dúvidas, os moradores podem entrar em contato pelos telefones:

  • (83) 3213-7781
  • (83) 3213-7782

Atendimento disponível em dias úteis, das 8h às 14h.

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