
O candidato ao Senado Federal, Marcelo Queiroga (PL), afirmou, nesta terça-feira (18), que a decisão de disputar a eleição sem um segundo candidato da chapa para a vaga foi tomada pelo próprio partido.
A declaração aconteceu durante sabatina no programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.
Queiroga foi questionado sobre sua chapa, que tem Efraim Filho (PL) como candidato ao Governo da Paraíba, e Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
Ao ser perguntado sobre a ausência de um segundo candidato ao Senado e se a decisão havia partido dele, Queiroga negou.
“Não fui eu que resolvi, né? Isso foi a decisão do partido (PL)”, afirmou.
Questionado se a situação poderia prejudicar sua candidatura, Queiroga avaliou que não.
“Penso que não. Existe aí outras opções”, afirmou.
Segundo o candidato, existem outras opções para os eleitores de direita, entre elas Major Fábio (NOVO), que também disputa uma vaga ao Senado.


Marcelo Queiroga afirmou que considera uma tendência natural que parte dos eleitores de direita vote em Major Fábio.
“Os eleitores da direita, eles vão votar no Major Fábio, essa é a tendência natural porque é um candidato que tem um perfil semelhante ao nosso”, declarou.
Queiroga também mencionou a trajetória política de Major Fábio e afirmou que o candidato já foi filiado ao PFL de Efraim Filho.
“É uma pessoa que nós respeitamos bastante”, afirmou Queiroga.
O candidato ao Senado também citou a possibilidade de outros arranjos eleitorais. Segundo ele, questões pessoais e regionais podem influenciar a escolha do eleitor.
“Às vezes a pessoa, por uma questão pessoal, vota em um candidato ou outro aqui em João Pessoa, ou em Campina Grande, ou no Sertão”, afirmou.
Durante a sabatina, Queiroga também foi questionado se o rateio do fundo partidário teria influenciado a composição da chapa.
O candidato explicou que a distribuição dos recursos segue critérios estabelecidos por lei e está relacionada à representação dos partidos no Congresso Nacional.
Como exemplo, Queiroga citou o Partido Novo, que possui três deputados federais.

Segundo ele, a representação partidária é resultado da escolha dos eleitores e não de uma decisão do PL ou de seus integrantes.
“Essa decisão foi do povo, não foi minha nem foi de ninguém do PL”, afirmou.
Queiroga também mencionou uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao financiamento privado de campanhas eleitorais.
Segundo o candidato, o STF teria restringido o financiamento privado e delegado ao Estado brasileiro o financiamento das campanhas políticas.
“Lembre que o STF, lá atrás, praticamente proibiu o financiamento privado e delegou para o Estado brasileiro financiar as campanhas política”, disse.
O candidato afirmou que o fundo partidário é distribuído conforme os requisitos previstos na legislação.
“Não adianta ficar questionando porque isso é absolutamente previsto em lei”, declarou.
Ao final, Queiroga afirmou que a discussão sobre o financiamento público de campanhas precisa considerar se é adequado ou não que a União financie campanhas políticas.
“Se está errado a União patrocinar campanha política, se não está, isso é uma questão que precisa ser discutida”, concluiu.