
O ex-ministro da Saúde e pré-candidato ao Senado pelo PL na Paraíba, Marcelo Queiroga, criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a decisão que suspendeu, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
Em declaração para o programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM, nesta terça-feira (14), Queiroga classificou Moraes como um “tirano” e afirmou que a decisão afronta o exercício da advocacia.
“O ministro Alexandre de Moraes mostra o que ele realmente é, um tirano que se acha acima das leis e da Constituição Federal. Mas o povo brasileiro está avisado e vai eleger senadores conservadores e independentes para aplicar no Alexandre de Moraes um cartão vermelho, que é o que ele merece”, declarou.
O pré-candidato também afirmou que espera uma mudança de postura do ministro.
“Isso é o que houve. E agora são dois pesos e duas medidas. Esperamos que ele faça uma reflexão e volte a atuar como um juiz, não como um xerife”, disse.
Marcelo afirmou também que a suspensão das visitas atinge o exercício da advocacia, destacando que Flávio Bolsonaro atua como advogado do ex-presidente.
“Olha, o Flávio é advogado do presidente Jair Bolsonaro. A decisão do Alexandre de Moraes, inclusive, afronta a questão da advocacia, do exercício livre da advocacia. Então eu acredito que o senador Flávio vai utilizar os meios legais para recorrer dessa decisão do senhor Alexandre de Moraes”, afirmou.

Na segunda-feira (13), o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi tomada após o senador publicar, nas redes sociais, no último sábado (11), uma carta escrita pelo pai em seu favor.
Na mesma decisão, Moraes concedeu 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro se manifeste sobre a publicação.
Segundo o ministro, o ex-presidente está proibido de utilizar as redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros.
Na decisão, Moraes afirmou que a conduta de Flávio Bolsonaro desrespeitou determinação judicial, ao utilizar o direito de visita para divulgar conteúdo nas redes sociais.
O ministro também determinou o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral, para conhecimento e adoção das medidas cabíveis em razão do período eleitoral.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista. Posteriormente, após passar por uma cirurgia, obteve autorização para cumprir a pena em casa durante a recuperação de uma pneumonia bacteriana.