
A Paraíba tem quatro trechos de praias impróprios para banho, segundo o relatório de balneabilidade divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Dos quatro pontos classificados como inadequados, três estão localizados em João Pessoa e um em Pitimbu.
Na capital paraibana, os pontos considerados impróprios são:
Em Pitimbu, o ponto indicado no relatório fica na praia de Maceió, na Avenida Beira-Mar.
Os pontos de monitoramento estão distribuídos pelos municípios de João Pessoa, Pitimbu, Mataraca, Baía da Traição, Conde, Lucena, Cabedelo e Rio Tinto.
O relatório foi elaborado a partir de amostras coletadas nos dias 10 e 13 de agosto e tem validade até 21 de agosto, quando será divulgado um novo levantamento.
O contato com água contaminada pode provocar diferentes sintomas, como enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça e febre.
Também podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta. Em locais com alto nível de contaminação, os banhistas podem ficar expostos a doenças mais graves, como disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide.
A contaminação pode ocorrer por diferentes motivos, incluindo o lançamento de esgoto sem tratamento, o descarte inadequado de resíduos e a poluição provocada por atividades humanas. A falta de infraestrutura sanitária e o manejo inadequado dos resíduos também contribuem para o problema.
Por isso, o monitoramento regular da qualidade da água é essencial para identificar possíveis riscos e adotar medidas que reduzam as chances de contaminação. Entre as precauções recomendadas aos banhistas estão evitar engolir água, lavar as mãos antes de comer e depois de usar o banheiro e procurar áreas de praia que apresentem melhores condições sanitárias.
De acordo com Marcelo Cavalcanti, superintendente da Sudema, as áreas urbanas contam com dois tipos de soluções relacionadas ao esgotamento sanitário: a drenagem pluvial e a rede pública de esgoto doméstico.
“Muitas vezes, a população confunde essas duas redes e liga o esgoto doméstico na rede de drenagem pluvial, o que causa contaminação. Isso é ainda mais evidente em regiões litorâneas, onde existe desembocadura da rede de drenagem. O crescimento da cidade também contribui para esse problema”, explicou.
A Sudema desenvolve projetos de educação ambiental, como o “Praia Limpa”, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de evitar lançamentos indevidos na rede de drenagem pluvial.
“Quando esses lançamentos são feitos de forma proposital, a atuação é autuar os responsáveis por crime ambiental e obrigá-los a fazer a ligação no destino correto. Essas são as ações para manter as praias da Paraíba limpas”, completou Marcelo Cavalcanti.