quinta-feira, 27 de agosto de 2026
publicidade
Leonardo Quintans discute Lei Antifacção em reunião no STF
Reunião ocorreu após audiência pública realizada nesta semana pelo relator das ações, ministro Alexandre de Moraes, para discutir a constitucionalidade da lei
27 de agosto de 2026 10:47
Redação
Reunião aconteceu na sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília (Foto: Divulgação / Assessoria)

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba, Leonardo Quintans Coutinho, participou nesta quarta-feira (26), em Brasília, de reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os impactos da Lei Antifacção (Lei 15.358/2026) e medidas de combate ao crime organizado.

O encontro reuniu os integrantes do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e da União (CNPG), o presidente e o vice-presidente do STF, ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, respectivamente, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Realizada na sede do STF, a reunião discutiu os efeitos da nova legislação, que é questionada nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7952, 7956, 7957 e 7958.

A reunião ocorreu após audiência pública realizada nesta semana pelo relator das ações, ministro Alexandre de Moraes, para discutir a constitucionalidade da lei.

Um novo encontro deve ser realizado em cerca de um mês. A proposta é apresentar medidas de aperfeiçoamento legislativo, administrativo e institucional voltadas ao combate ao crime organizado.

Integração entre instituições

Durante a reunião, o relator das ADIs defendeu uma atuação coordenada entre os órgãos de Justiça e segurança pública.

Entre os assuntos discutidos estiveram:

  • Compartilhamento de informações;
  • Inteligência;
  • Sistema penitenciário;
  • Varas especializadas;
  • Audiências de custódia;
  • Efeitos da lei sobre a execução penal;
  • Direito de defesa.

Alexandre de Moraes destacou, durante o encontro com os procuradores-gerais, a necessidade de fortalecer as redes de inteligência e o compartilhamento de dados.

O ministro também mencionou a criação e o fortalecimento de varas colegiadas especializadas, além da proteção de magistrados que atuam em processos envolvendo facções.

Outro ponto destacado foi a necessidade de ampliar o controle do sistema penitenciário.

STF defende resposta articulada

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que o enfrentamento à criminalidade organizada exige respostas institucionais articuladas.

“A criminalidade organizada atua em rede, a resposta precisa ser em rede”, disse.

Segundo Fachin, a integração entre as instituições evita a adoção de respostas isoladas e incompletas diante da atuação das organizações criminosas.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também ressaltou que a cooperação institucional é indispensável para enfrentar organizações que atuam de maneira articulada e transnacional.

Gonet destacou ainda a importância de conhecer a atuação das organizações criminosas e acompanhar o avanço dos crimes digitais.

Ele também citou iniciativas do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) destinadas ao compartilhamento de informações e ao mapeamento de atividades criminosas.

Próximos passos

A realização de um novo encontro está prevista para ocorrer em aproximadamente um mês. A reunião deverá servir para a apresentação de propostas de aperfeiçoamento legislativo, administrativo e institucional.

A iniciativa busca ampliar a integração entre as instituições responsáveis pela Justiça e pela segurança pública no enfrentamento ao crime organizado.

Resumo da Notícia

  • Leonardo Quintans Coutinho participa de reunião no STF sobre a Lei Antifacção.
  • O encontro ocorre após audiência pública conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes.
  • A legislação é questionada nas ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958.
  • Instituições discutem inteligência, compartilhamento de dados e sistema penitenciário.
  • Novo encontro deve ocorrer em cerca de um mês para discutir propostas de aperfeiçoamento.
publicidade