
A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (8), um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro. Segundo a defesa, nenhum material foi encontrado.
A informação foi divulgada pelo advogado João Henrique Freitas, integrante da defesa de Bolsonaro, em publicação na rede social X, e confirmada pelo repórter Pedro Teixeira, da Band Brasília.
Em nota, o advogado afirmou que a defesa já havia informado previamente às autoridades o paradeiro de todas as armas registradas em nome do ex-presidente.
“A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-Presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação”, escreveu.
Acabo de sair da residência do Pres. @jairbolsonaro após acompanhar mais uma BUSCA E APREENSÃO da Polícia Federal, determinada pelo Ministro Alexandre de Moraes.
— João Henrique N de Freitas (@JHNdeF) July 8, 2026
O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o…
Na segunda-feira (6), o Batalhão de Polícia do Exército comunicou ao STF que entregou à Polícia Federal seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro. Conforme o relatório, uma pistola Glock e uma espingarda não foram localizadas.
Já na terça-feira (7), a defesa encaminhou esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes sobre os dois armamentos.
Segundo os advogados, a espingarda permanece em uma empresa importadora de materiais bélicos, localizada em Caxias do Sul (RS). A defesa afirmou que a arma foi recebida como presente pelo ex-presidente, mas nunca foi retirada do estabelecimento.
Em relação à pistola Glock, os advogados informaram que se trata da mesma arma apreendida com um segurança de Bolsonaro durante uma blitz e que ela permanece sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
Na mesma decisão em que manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro, Alexandre de Moraes determinou a suspensão do porte de arma do ex-presidente e a apreensão dos armamentos registrados em seu nome.
Embora a Polícia Civil do Distrito Federal tenha afirmado que as armas estão regularizadas e não tenha indiciado Bolsonaro, Moraes entendeu que a posse de armamentos é incompatível com o cumprimento da prisão domiciliar.
No ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista. Posteriormente, após passar por uma cirurgia, obteve autorização para cumprir prisão domiciliar temporária. Atualmente, ele se recupera de uma pneumonia bacteriana.