
A Paraíba registrou aumento de 5,2% nos atendimentos antirrábicos entre janeiro e 5 de outubro deste ano. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), foram 16.417 notificações, contra 15.604 no mesmo período de 2025.
Diante do aumento, a SES-PB divulgou uma nota com orientações para pessoas vítimas de mordidas, arranhões ou outras formas de contato com animais que podem transmitir a raiva.
A raiva é uma doença viral que atinge o sistema nervoso e apresenta letalidade próxima de 100%. A transmissão pode ocorrer por mordeduras, arranhaduras ou lambeduras de animais infectados.
Além de cães e gatos, morcegos, raposas, primatas, bovinos, equinos, suínos e caprinos também podem participar dos ciclos de transmissão.
A orientação da SES-PB é lavar imediatamente o ferimento com água e sabão e procurar um serviço de saúde. A equipe avaliará o animal envolvido, o tipo de exposição e as características da lesão para definir a necessidade de vacina ou soro.
Nos casos envolvendo cães e gatos que possam ser acompanhados, o animal deve permanecer em observação por 10 dias. Se continuar vivo e saudável durante o período, a conduta poderá ser encerrada conforme avaliação médica.
Se o animal morrer, desaparecer ou apresentar sinais compatíveis com raiva, a profilaxia deverá ser reavaliada.
Já acidentes envolvendo morcegos e outros mamíferos silvestres são considerados de alto risco e precisam de avaliação imediata. A população não deve capturar ou manipular esses animais.
Quando indicada, a profilaxia pode incluir vacina antirrábica, soro antirrábico ou imunoglobulina humana antirrábica. O esquema atual de vacinação prevê quatro doses, aplicadas nos dias 0, 3, 7 e 14.
A SES-PB recomenda manter cães e gatos vacinados contra a raiva, utilizar coleira e guia durante os passeios e evitar contato com animais desconhecidos, feridos, doentes ou com comportamento incomum.
A população também deve evitar tocar, capturar, manipular ou alimentar animais silvestres.
Em caso de indicação do soro ou da imunoglobulina, a pessoa deve procurar primeiro um serviço de saúde para avaliação. Se o imunobiológico não estiver disponível, a própria unidade fará o encaminhamento.
Os serviços de referência são:
A SES-PB reforça que a procura por atendimento não deve ser adiada após uma possível exposição à raiva.