
O pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, Olímpio Rocha, afirmou, nesta segunda-feira (27), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, que irá recorrer à instância nacional da Federação PSOL contra a decisão da convenção estadual que não homologou sua candidatura ao Governo do Estado. O advogado também declarou que pretende acionar a Polícia Federal caso o pedido de recurso não seja registrado na ata da convenção.
Segundo Olímpio Rocha, durante a convenção ele defendeu a manutenção de sua candidatura e solicitou que fosse registrado em ata que tanto o PSOL quanto ele, em nome próprio, recorreriam à direção nacional da federação.
“Que conste em ata a informação de que o PSOL recorrerá à instância nacional e que eu recorrerei também, em nome próprio, à instância nacional”, afirmou.
O pré-candidato alegou ainda que, caso essa informação não seja incluída no documento oficial da convenção, irá adotar medidas judiciais.
“Se não constar na ata essa informação de que nós vamos recorrer, eu farei uma notícia-crime por falsidade ideológica eleitoral, artigo 350 do Código Eleitoral. É crime você omitir uma informação pública numa ata como a da convenção. Então, a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral tomarão as providências para responsabilizar quem eventualmente possa ter praticado o crime do artigo 350 do Código Eleitoral”, declarou.
Também em entrevista ao Arapuan Verdade, a presidente da Federação PSOL na Paraíba, Cristiana Almeida, contestou as declarações de Olímpio Rocha e afirmou que o pedido para inclusão do recurso em ata ocorreu somente após o encerramento da convenção.
Segundo ela, a fala do pré-candidato durante a plenária limitou-se ao anúncio de que recorreria da decisão.
“Pedir para constar em ata algo depois que a reunião terminou não é válido. A fala de Olímpio foi uma fala de defesa da candidatura dele. O que ele disse em plenária, interrompendo a fala da mesa, foi que iria recorrer. Eu disse: ‘Você tem todo o direito de recorrer como filiado e como dirigente’. Mas não foi acatado isso para constar em ata”, afirmou.
Cristiana Almeida ressaltou que toda a convenção foi gravada e que a Federação possui mecanismos internos para tratar de eventuais ajustes na documentação.
“Foi deliberado que a executiva da Federação pode se reunir a qualquer momento para ajustar candidaturas proporcionais e, se necessário, questões relacionadas à ata. Agora, querer incluir algo que não foi apresentado no momento adequado é algo que não podemos aceitar”, disse.
A dirigente também afirmou que Olímpio tem o direito de procurar os órgãos competentes, mas classificou o caso como uma questão interna da Federação.
“Ele pode ir à Polícia Federal, com todo respeito às instituições sérias que trabalham pelo Brasil, mas essa é uma questão de interna corporis, uma decisão partidária. A vontade da maioria da Federação PSOL-Rede na Paraíba foi pela não homologação da candidatura dele”, concluiu.