
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar o aumento do benefício com finalidade eleitoral.
As declarações foram feitas durante um comício em Joinville, em Santa Catarina, neste sábado (19).
O governo federal anunciou na quinta-feira (17) uma correção de 15,04% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777.
Durante o discurso, Flávio afirmou que o reajuste seria uma tentativa de conquistar votos entre os beneficiários do programa.
“O Lula fez uma confissão há dois dias, quando, num ato de desespero, ele aumentou o Bolsa Família.”
Em outro trecho, o candidato afirmou:
“Ele viu as pesquisas, aí ele foi e tentou comprar o voto dos mais pobres, dando R$ 90 de reajuste para o Bolsa Família.”
As declarações representam a avaliação de Flávio Bolsonaro sobre a motivação do reajuste. O governo federal, por sua vez, informou que a atualização corresponde à recomposição de 15,04% pela variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
O decreto que estabeleceu a correção foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União em 17 de setembro. Os novos valores produzem efeitos financeiros a partir de outubro.
Flávio também citou o reajuste realizado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022.
Naquele ano, o benefício que então era chamado de Auxílio Brasil passou de R$ 400 para R$ 600.
O candidato utilizou o episódio anterior para questionar o momento escolhido pelo atual governo para realizar a atualização do Bolsa Família.