terça-feira, 13 de outubro de 2026
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Nunes Marques suspende novamente canal de André Janones no WhatsApp
Decisão condiciona funcionamento da ferramenta à comunicação oficial à Justiça Eleitoral e interrompe análise de ações sobre vídeos eleitorais
13 de outubro de 2026 11:53
Redação
André Janones, deputado federal pelo Rede de Minas Gerais (Foto: Agência Câmara)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu novamente, nesta terça-feira (13), a publicação de novos conteúdos e a entrada de seguidores no canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. A decisão condiciona a continuidade do funcionamento à informação, pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de que o canal integra sua propaganda oficial.

A nova determinação foi tomada após o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, revogar, no domingo (11), a suspensão anteriormente imposta por Nunes Marques. A medida havia atendido a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Na ocasião, Cueva autorizou provisoriamente o funcionamento do canal, mas manteve a proibição de divulgar conteúdos já classificados como ilícitos. O corregedor também encaminhou o caso para análise do plenário do TSE.

Falta de comunicação à Justiça Eleitoral

Ao reexaminar o caso, Nunes Marques entendeu que a ausência de comunicação do endereço do canal à Justiça Eleitoral impede seu uso durante o período de campanha, enquanto a situação não for regularizada.

O ministro também ressaltou que Lula poderá ser responsabilizado por eventuais utilizações irregulares da ferramenta de comunicação.

Nunes Marques interrompe julgamentos sobre vídeos eleitorais

Além da decisão envolvendo o WhatsApp, o presidente do TSE interrompeu três julgamentos no plenário virtual da Corte.

Nas ações, a maioria dos ministros, por cinco votos a um, votava pela remoção de vídeos favoráveis a Flávio Bolsonaro que associavam Lula a facções criminosas.

Com o pedido de destaque apresentado por Nunes Marques, os processos serão analisados presencialmente no plenário do TSE.

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