
O candidato ao Senado Nabor Wanderley (Republicanos) defendeu o fim da audiência de custódia e apresentou propostas de combate à criminalidade com investimentos em educação durante sabatina na BandNews FM João Pessoa, nesta segunda-feira (14).
Para Nabor, o mecanismo contribui para uma sensação de impunidade. Ele afirmou que policiais prendem suspeitos e, posteriormente, eles podem ser liberados durante a audiência de custódia.
“Hoje o policial vai para a rua, põe em risco sua vida, até da sua família mesmo, para defender a gente, prende um bandido. Quando chega na audiência de custódia, a Justiça solta”, afirmou.
Segundo o candidato, é necessário rever as regras para garantir que pessoas que cometam crimes respondam pelos atos praticados.
Apesar de defender medidas mais rígidas na segurança pública, Nabor afirmou que não basta apenas endurecer as leis. Para ele, o combate à criminalidade também precisa começar pela educação.
O candidato citou ações realizadas durante sua gestão em Patos, como creches em tempo integral, escolas de ensino fundamental em tempo integral, programa de férias nas escolas e atividades de reforço.
Nabor também mencionou o programa Gera Mais, voltado à capacitação de jovens, e destacou a importância de oferecer oportunidades para evitar que adolescentes sejam atraídos por facções criminosas.
“A gente precisa tratar o problema na base, que é investir em educação, é dar a oportunidade desses jovens terem educação”, declarou.
Na avaliação dele, a formação e a capacitação podem abrir novos caminhos para os jovens e contribuir para a redução da criminalidade no futuro.
Nabor também declarou ser favorável à redução da maioridade penal para crimes graves.
Segundo ele, adolescentes que cometem crimes considerados de adultos precisam responder pelos atos. O candidato afirmou ainda que facções criminosas utilizam jovens para a prática de delitos.
“Não podemos aceitar adolescentes cometendo crimes de adultos, crimes hediondos, e sem responder por isso”, afirmou.
Para Nabor, a redução da maioridade penal precisa ser discutida no Senado. Porém, ele reforçou que a medida deve estar acompanhada de ações de prevenção.
O candidato defendeu ainda a criação de um sistema prisional específico para jovens que cometerem crimes, com espaços separados e acesso a estudo e capacitação profissional.
Segundo ele, colocar adolescentes em unidades dominadas por facções pode fazer com que saiam ainda mais envolvidos com a criminalidade.
Nabor citou experiências de Santa Catarina, onde existem estruturas prisionais com empresas e atividades profissionais para os detentos.

Ao falar sobre a violência na Paraíba, Nabor defendeu o fortalecimento das leis e o combate à impunidade.
Ele também propôs mais policiais nas ruas, com equipamentos adequados, além de investimentos em inteligência e integração das forças de segurança.
Para o candidato, não basta combater diretamente os criminosos. Também é necessário identificar quem financia as facções e como os recursos utilizados pelas organizações criminosas circulam.
“As pessoas têm medo de andar nas ruas, as pessoas têm medo de sair de casa, as pessoas têm medo de ir trabalhar”, afirmou.
Nabor reconheceu avanços na segurança pública paraibana nos últimos anos, principalmente em relação a veículos, estrutura, equipamentos, capacitação e efetivo policial.
Entretanto, defendeu que o Estado continue investindo na área e, principalmente, na prevenção por meio da educação.
Sobre as bets e os cassinos digitais, Nabor defendeu uma regulamentação mais rígida e uma fiscalização mais forte.
Segundo ele, as apostas podem provocar endividamento e destruir famílias.
“Tem famílias aí que estão sendo destruídas porque as pessoas entram no sistema de apostas e terminam acabando com tudo que têm, acabando com seu lar, acabando com suas vidas”, afirmou.
O candidato defendeu o fortalecimento da fiscalização e do acompanhamento das plataformas.
Também afirmou ser necessário conscientizar os apostadores de que as apostas não são uma forma de solucionar problemas financeiros.
Nabor reconheceu que as apostas já são regulamentadas, mas defendeu regras mais rígidas para controlar o setor.
Nabor também se posicionou contra a liberação das drogas.
Questionado sobre a decisão relacionada à posse de maconha para consumo pessoal, o candidato afirmou que é contrário à liberação dos entorpecentes.
“Eu sou contra a liberação das drogas porque eu acho que a droga gera violência, gera dependência. A droga destrói famílias”, declarou.
Para ele, a liberação também não eliminaria o comércio de entorpecentes.
“Na hora que você libera, alguém está vendendo. Não cai do nada”, afirmou.

Ao explicar por que pretende chegar ao Senado, Nabor destacou sua trajetória política e administrativa.
Ele citou quatro mandatos como prefeito de Patos e dois como deputado estadual, além de ter ocupado três vezes o cargo de primeiro-secretário da Assembleia Legislativa.
O candidato também lembrou que foi reeleito para o quarto mandato em Patos com quase 74% dos votos.
Nabor afirmou que sua experiência na administração municipal o preparou para atuar no Senado, especialmente na defesa dos municípios.
Segundo ele, pretende trabalhar para ampliar recursos e fortalecer o municipalismo, principalmente em áreas como a saúde.
“Eu me sinto preparado para esse momento, com muita garra, com muita vontade de representar a Paraíba no Senado Federal”, afirmou.