sexta-feira, 25 de setembro de 2026
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MPPB ajuíza ação por improbidade contra delegado e dois agentes na PB
Órgão pede retirada imediata das funções e indisponibilidade patrimonial; servidores são acusados de esquema com entorpecentes.
1 de setembro de 2026 09:23
Thyago Lúcio - Porta Arapuan Reprodução
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Na foto, o delegado Braz Morroni. O processo é desdobramento das apurações conduzidas pelo Gaeco e pela Draco. Foto: Reprodução/TV Arapuan

O Ministério Público da Paraíba ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o delegado Braz Marroni e os agentes da Polícia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge.

A ação tornou-se pública nesta segunda-feira (31) e busca responsabilizar os três servidores na esfera cível. Eles estão presos durante as investigações sobre um suposto esquema de desvio de drogas.

Em caráter liminar, o MPPB pede o afastamento imediato das funções públicas e a indisponibilidade dos bens dos investigados.

Segundo o órgão, o bloqueio busca garantir o ressarcimento aos cofres públicos e a devolução de valores supostamente obtidos de forma ilícita.

Policiais teriam desviado drogas apreendidas

O processo é um desdobramento das investigações conduzidas pelo Gaeco e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado. As apurações começaram após uma denúncia anônima.

Os três investigados estavam lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio.

Segundo o Ministério Público da Paraíba, os servidores teriam utilizado os cargos para se apropriar de entorpecentes apreendidos.

Eles também são acusados de subtrair drogas pertencentes a terceiros, simular operações policiais e revender o material.

O grupo teria obtido vantagens econômicas para os próprios integrantes e para uma organização criminosa com a qual manteria ligação.

Conforme a ação, as condutas investigadas teriam ocorrido entre 2024 e 2026.

MP pede afastamento dos servidores

Para o Ministério Público, a retirada imediata dos policiais das funções é necessária para garantir o andamento regular do processo.

O órgão também sustenta que a medida poderá impedir a prática de novas irregularidades durante a tramitação da ação.

O pedido de afastamento e bloqueio patrimonial ainda depende de decisão judicial.

Defesa diz receber ação com perplexidade

A defesa de Eduardo Jorge informou que recebeu a nova ação relacionada à Operação Pérfidus “com perplexidade”.

Os advogados afirmaram que souberam do processo pela imprensa e ainda não tiveram acesso completo às provas utilizadas para fundamentar as acusações.

As defesas de Braz Marroni e Everton Aires não se manifestaram até a última atualização da reportagem.

Denúncias anteriores

O MPPB já havia apresentado denúncias criminais contra o delegado e os dois agentes.

Segundo o Gaeco, os investigados devem responder por furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.

Na primeira denúncia, o Ministério Público pediu a perda dos cargos, a conversão das prisões temporárias em preventivas e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

Conforme a acusação, os investigados recebiam informações sobre imóveis utilizados para armazenar entorpecentes.

Em seguida, eles teriam realizado incursões nesses locais e registrado oficialmente apenas uma pequena parte das drogas encontradas.

O MPPB afirma ter reunido análises de celulares, dados de geolocalização da viatura e informações obtidas por meio da quebra de sigilos telemático, bancário e fiscal.

As acusações também são sustentadas por monitoramentos, documentos e depoimentos reunidos durante a investigação.

Resumo da Notícia

  • O MPPB ajuizou uma ação de improbidade contra três policiais civis.
  • O órgão pede o afastamento imediato dos servidores.
  • Também foi solicitado o bloqueio dos bens dos investigados.
  • Os policiais são acusados de desviar e revender drogas.
  • A defesa de Eduardo Jorge afirma não ter acesso completo às provas.
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